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OLHO DE BOTO

Uma tentativa de acerto de contas pode ter terminado com a morte equivocada de um adolescente de 17 anos no fim da noite desta terça-feira, 21, no Bairro Marabaixo II, Zona Oeste de Macapá. De acordo com a Polícia Militar, a vítima foi assassinada quando buscava abrigo no quarto da mãe.

O crime ocorreu por volta das 22h na 2ª Avenida, próximo da Academia da Polícia Civil. Anderson Barros Pimentel, de 17 anos, era funcionário de uma movelaria, só que também era irmão do criminoso conhecido como ‘Alanzinho’, elemento bastante conhecido da polícia pelo histórico de roubos e furtos na região.

Testemunhas relataram que Alanzinho, Anderson e outro irmão estavam caminhando pelo Marabaixo quando chegaram dois homens em uma motocicleta. Uma Saveiro com outros suspeitos dava apoio à ação.

Alanzinho, que seria o verdadeiro alvo na avaliação da PM, conseguiu fugir subindo em uma árvore e pulando em seguida para o telhado de uma residência. O segundo irmão conseguiu escapar correndo para um quintal, mas Anderson não teve a mesma sorte.

Politec faz pericia na casa onde o crime ocorreu: outros irmãos conseguiram escapar, incluindo Alanzinho. Fotos: Olho de Boto

Politec faz perícia na casa onde o crime ocorreu: outros irmãos conseguiram escapar, incluindo Alanzinho. Fotos: Olho de Boto

Ele foi perseguido pelos criminosos até a casa onde morava, e tentou se proteger no quarto onde estava mãe. Não adiantou. O matador arrombou a porta do cômodo, encontrou a vítima e disparou várias vezes.

Foram pelo menos 7 tiros, um deles acertou a cabeça do adolescente que morreu ainda no local. Outro tiro atingiu a irmã dele, mas o ferimento não teve gravidade.

A PM acredita que Anderson foi confundido com Alanzinho, que conseguiu escapar sem nenhum arranhão.

Uma equipe da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Pessoa (Decipe) esteve no local e conseguiu identificar o atirador. Contudo, o nome não foi revelado.

“O irmão da vítima disse que reconheceu uma pessoa, mas não deu mais detalhes. Não sabemos se existe um fato anterior entre eles”, comentou o tenente Josiagab, 6º Batalhão da Polícia Militar.

A Polícia Técnica do Amapá (Politec) confirmou que arma usada pelos bandidos foi uma pistola ponto 40, de uso restrito das forças policiais. A PM ainda não anunciou prisões.

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