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ANDRÉ SILVA

No Amapá existem mais de 60 pontos turísticos devidamente reconhecidos, tanto pelo Ministério do Turismo quanto pela Secretaria Estadual de Turismo (Setur).

Seriam necessários, para trabalhar nestes pontos, mais de 300 guias de turismo.  A maioria desses profissionais estão concentrados na capital, mas há demanda para todo o Estado.

Há, de acordo com informações da Setur,  um expresivo número de guias com formação técnica sem atuar no ramo.

Presidente do Sindicato dos Guias de Turismo do Amapá (Singtur), Claudemir Fagundes. Fotos: André Silva

Presidente do Sindicato dos Guias de Turismo do Amapá (Singtur), Claudemir Fagundes. Fotos: André Silva

Alguns já trabalham nos pontos turísticos mais frequentados no Estado e outros em agências de turismo. É o que afirma o presidente do Sindicato dos Guias de Turismo do Amapá (Singtur), Claudemir Fagundes.

Para ele, os guias deveriam  estar mais presentes em eventos nacionais e internacionais promovidos por entidades públicas e privadas.  Deveriam também ocupar os mais de 60 lugares pouco conhecidos no Amapá.

“Só no museu seriam necessários 32 profissionais, mas o que vemos são pessoas que nem se quer tem formação profissional para atuar. A categoria precisa ser reconhecida”, queixa-se o presidente.

Reunião para traçar estratégias no setor

Alguns deles estavam reunidos na manhã deste sábado, 3, no auditório de um hotel da cidade, no Distrito da Fazendinha, para criar estratégias de fortalecimento da categoria desses trabalhadores.

Synyia Lamarão, secretária de turismo do Amapá.

Synyia Lamarão, secretária de turismo do Amapá.

A Secretaria de Turismo do Estado (SETUR), esteve presente no evento, ouvindo as reivindicações dos profissionais e discutiu estratégias de atuação no mercado local.

Para isso, explica a secretária de turismo,  Synyia Lamarão, foi regulamentado o Plano Estadual de Turismo em dezembro de 2015.

“Ele é o norteador para as ações de turismo em todo o Amapá”, explicou.

Lamarão disse ainda que boa parte desses profissionais poderiam ser absorvidos pelas agências de turismo,  conforme a lei  Federal 6.823/93 que regulamenta o serviço. Ela lembra que esses profissionais são autônomos, que para exercer devidamente a profissão só precisa estar credenciado na Setur e ter a formação técnica.

A secretária avalia que sem planejamento e ordenamento o setor não cresce saudável, o que acarreta a falta de possibilidades de trabalho.

“O setor crescia desordenadamente e nós não tínhamos o controle sobre ele. Sabemos que para absorver esses trabalhadores precisamos realizar trabalhos junto ao aeroporto, porto etc. Essa reunião que ocorre aqui hoje já faz parte desse trabalho que estamos desenvolvendo a partir do Plano”, finalizou.

 

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