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CÁSSIA LIMA

Apesar da boa notícia que o Amapá foi o Estado da Região Norte que mais reduziu as notificações de malária em 2016, ainda existem municípios que preocupam com taxas altas da doença. Os dados são da Coordenadoria de Vigilância em Saúde do Amapá (CVS). 

A reunião para definir estratégias do Plano Anual de Controle da Malária de 2017, ocorreu no prédio da CVS.

A reunião para definir estratégias do Plano Anual de Controle da Malária de 2017 ocorreu no prédio da CVS. Fotos: Cássia Lima

Segundo a CVS, de janeiro a agosto desse ano foram registrados 6.465 casos de malária no Amapá, com uma redução de 11%, se comparado ao mesmo período do ano passado quando foram notificados 7.273 casos. A maioria na Zona Rural e ribeirinha. Já os municípios de Ferreira Gomes, Mazagão, Vitória e Laranjal do Jari tiveram um aumento de 8,9% dos casos.

Jonas Ferreira, coordenador Estadual do Plano contra a Malária. Fotos: Cássia Lima

Jonas Ferreira, coordenador Estadual do Plano contra a Malária

“Isso nos preocupa já que estamos entrando no período sazonal da doença, onde aumentam os números de infectados. Percebemos que alguns municípios não têm executado as ações de combate”, avaliou o coordenador Estadual do Plano contra a Malária, Jonas Ferreira.

Os dados foram apresentados na manhã desta segunda-feira, 5, na CVS, durante os debates para definir as estratégias de ação para os três ciclos do Plano Anual de Controle da Malária de 2017.

Dos municípios do Estado, o que mais reduziu a proliferação da doença foi Oiapoque, que no ano passado liderava o ranking de notificações.

“O Oiapoque era nosso gargalo, muito por ser fronteira internacional e ter tantos garimpos. Nosso pessoal do controle de endemias não conseguia ter acesso a esses locais para fazer esse controle. Mas devido a uma força tarefa do município conseguimos reduzir em 12% os casos”, destacou o coordenador.

A lista com informações sobre as notificações e reduções por municípios não pôde ser divulgada pela CVS, mas o município de Calçoene, possivelmente tenha aumento até o fim do ano. Para o coordenador municipal de Calçoene, Manuel Cruz, o problema não é a falta de controle.

“Até agora tivemos uma redução de apenas 5% dos casos, mas acreditamos que o período sazonal diminua ainda mais isso. Nossa dificuldade de controle está ligada com as regiões de garimpo, localidades distantes e estradas intransitáveis”, alegou Manuel.

Manuel Cruz. Redução de apenas 5% dos casos em Calçoene.

Manuel Cruz. Redução de 5% dos casos em Calçoene

Para tentar fazer o controle, a coordenação já traçou para 2017 combater o vetor pela borrifação (método que estava suspenso), mosqueteiros e postos de diagnóstico rápidos.

“Estamos com uma média de 70 microscopistas no estado e pretendemos treinar mais 18 para áreas indígenas até outubro. Vamos tentar adentrar nessas comunidades, que possuem altos índices de malária, para fazer testes rápidos e assim garantirmos um tratamento mais rápido e uma quebra no ciclo de reprodução da malária”, destacou o gerente do Laboratório Central de Saúde Pública do Amapá (Lacen), Geovane Mariano.

Região Norte

O Estado do Amapá foi o que mais reduziu dados da região Norte. O Pará teve um aumento de 46% e o Estado do Amazonas de 53%. Isso se levarmos em conta que a região Amazônica é responsável por 99% dos casos do Brasil.

 

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