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DA REDAÇÃO

As 20 centrais de ar instaladas na Escola Estadual Mário Quirino, localizada no Bairro Novo Buritizal, nunca foram utilizadas. O motivo é a falta de estrutura na parte elétrica do prédio. Os aparelhos, colocados há mais de quatro anos nas salas de aula, estão se deteriorando com a ação do tempo.

Os estudantes também reclamam da falta de merenda, do calor e do desrespeito de professores que os obrigam a estudar sem intervalo. O prédio passa por uma reforma que também dura mais de quatro anos.

Os representantes de turma reuniram com a direção na tarde da última quarta-feira, 14. Foi acordado no encontro que uma comissão vai até a Secretaria de Infraestrutura do Amapá (Seinf) na próxima segunda.

Casa de força e transformador só foram instalados em julho desse ano. Fotos: André Silva

Casa de força e transformador só foram instalados em julho desse ano. Fotos: Cássia Lima

Salas quentes, sem merenda, cozinha que não tem copos ou talheres e nem mesmo um lugar para que os alunos façam a refeição, são esses alguns dos problemas enfrentados. Além disso, os banheiros do colégio estão sem porta e sem água.

Estudantes protestam

Os estudantes, cansados de esperar uma resposta resolveram protestar.

Grupo de alunos denuncia o próprio poder público como verdadeiro responsável pelos problemas na escola

Grupo de alunos denuncia o próprio poder público como verdadeiro responsável pelos problemas na escola

“Hoje nós estamos entrando na escola às 13h e saindo às 18h sem intervalo e sem lanche. Nós fomos perguntar para o diretor o porquê dessa situação e ele nos disse que iria resolver. Além do que, se nós quisermos lanchar, temos que trazer copo e prato de casa, isso quando tem merenda”, protestou a aluna do terceiro ano do ensino médio, Ivana Santos de 19 anos.

“Eles dizem que a culpa é do aluno , que somos nós quem quebramos sendo que isso é resultado de uma obra inacabada”, denuncia Cleber Amaral de 19 anos.

Há queixas também do espaço destinado para refeitório onde não há cadeiras nem mesas e nem utensílios para servir a merenda.

“Além de trazermos os copos, talheres e pratos de casa ainda somos obrigados a comer pelo chão ou encostados pelos muros. Não somos bichos”, desabafou Leilane Oliveira de 18 anos.

Empresa executora abandonou a obra

O diretor Carlos Alberto Pereira, que está a cinco meses no cargo, conta que vem buscando com a Seinf  a conclusão da obra. Ele relata que a reforma na escola começou há quatro anos no governo passado que não fez o pagamento para a empresa executora que abandonou  obra. Contudo, o governo atual também não atualizou os pagamentos e construção continua paralisada.

Diretor do Mário Quirino, xxxx

Diretor do Mário Quirino, Carlos Alberto Pereira. Providências estão sendo tomadas

“Recebi a escola com esses problemas estruturais. Toda semana estou na Seinf para pedir agilidade nesse assunto. Os fiscais de lá estiveram aqui fazendo levantamento do que será necessário e informaram que já deram início a um processo de licitação”, explicou.

Em relação aos utensílios utilizados para servir a merenda, ele diz que a escola comprou 300 canecas esses ano mas, os próprios alunos acabam quebrando ou dando outro destino para elas.

Outro problema na escola são os banheiros sem portas

Outro problema na escola são os banheiros sem portas

“As canecas foram sumindo. Tivemos um custo de mais de R$ 1 mil, e elas foram sumindo. Fizemos uma reunião com pais que inclusive foi assinada em ata, onde foi decidido e os pais concordaram que os alunos deveriam trazer as canecas de casa”, disse o diretor que assegurou que o acordo foi filmado, registrado e que está dando certo.

Falta de água e merenda faz com que direção tenha que fazer horário corrido nas aulas

Falta de água e merenda faz com que escola tenha horário corrido nas aulas

Em relação ao tempo de aulas, ele disse que a escola estava fazendo horário corrido respeitando o intervalo mesmo que não tenha merenda. Pereira falou ainda que a situação da merenda será resolvida nesta quinta-feira, 15.

Até o fechamento dessa matéria, tentamos contato com a Seinf, mas não fomos atendidos.  

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