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OLHO DE BOTO

Um homem de 23 anos foi executado a tiros no Bairro Marabaixo IV, na Zona Oeste de Macapá, no fim da noite desta sexta-feira, 9. Um dos tiros foi dado à queima roupa na cabeça da vítima.

O crime ocorreu às 22h15min, no cruzamento da Avenida Floresta com a Rua Santa Fé. Segundo testemunhas, Maycon Rodrigues da Silva, de 23 anos, estava sentado na calçada de um mercantil quando chegou ao local um homem de roupas pretas numa motocicleta também de cor preta.

Ele desceu do veículo com uma arma de fogo em punho, e, sem tirar o capacete (também preto), caminhou em direção à vítima que não teve tempo de reação. Foram vários disparos de curta distância.   

Vítima estava sentada na calçada de um mercantil. Fotos: Olho de Boto

Vítima estava sentada na calçada de um mercantil. Fotos: Olho de Boto

Com a vítima já caída ao chão, o criminoso ainda deu o chamado ‘tiro de misericórdia’ na cabeça do rapaz.

“Três disparos conseguiram atingir a vítima. São sinais claros de execução. O comércio estava fechado e as poucas testemunhas souberam dar apenas umas características da moto, porque o criminoso não tirou o capacete”, comentou o soldado Vieira Neto, do 6º BPM.

Vizinhos disseram ter visto quando o matador passou pelo local minutos antes conduzindo a mesma motocicleta. Ele teria ido à casa da vítima e voltou. Nesse retorno ele encontrou o alvo sentado na calçada.

Matador tinha ido à casa da vítima, segundo testemunhas

Matador tinha ido à casa da vítima, segundo testemunhas

“Ele provavelmente reconheceu o motociclista e ainda tentou empreender fuga”, acrescentou o policial.

Quando as equipes do Corpo de Bombeiros e Samu chegaram não havia mais nada a fazer. Os paramédicos confirmaram o óbito.

Equipes do 6ª Batalhão da Polícia Militar cercaram a área, mas nenhum suspeito foi preso.

A Polícia Militar informou que Maycon Silva tinha passagens pelo Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) por roubo e tráfico de drogas. A motivação do crime seria um acerto de contas.

O caso vai ser investigado agora pela Delegacia de Crimes Contra a Pessoa (Decipe).

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