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SELES NAFES

Agentes penitenciários conseguiram evitar a fuga de três detentos no fim da noite desta quinta-feira, 15, no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). Um deles ainda conseguiu pular a muralha, mas foi baleado e capturado. Contudo, há um fugitivo.

A fuga ocorreu por volta das 23h30min. Os presos do Pavilhão F3, onde ficam presos já condenados pela Justiça, jogaram uma corda de tecidos sobre a muralha e iniciaram a subida. Um dos agentes na guarita percebeu a ação e abriu fogo. Com um dos criminosos ferido, os outros decidiram desistir e se esconderam dentro do complexo.

Michel de Souza: condenado a 11 anos e 4 meses. Foto: Divulgação/Iapen

Michel de Souza: condenado a 11 anos e 4 meses. Foto: Divulgação/Iapen

Um deles estava dentro do forro de uma cela. O colega dele foi encontrado dentro de uma vala e também capturado. O terceiro conseguiu pular a muralha, mas, ferido, ele não foi muito longe.

O único que conseguiu escapar foi o homicida e assaltante Michel de Souza Freitas, de 22 anos. Ele tem condenação de 11 anos e 4 meses em regime fechado.

Foi a segunda fuga em uma semana. Apesar disso, a administração do Iapen faz uma avaliação positiva.

“Na semana passada tivemos uma fuga. Até então, estávamos há dois meses sem ocorrências, fruto do trabalho intenso das equipes de plantão. Hoje trabalhamos com 8 guaritas ativadas, e conseguimos dar um reforço usando pessoal que estava no serviço administrativo”, relata o presidente do Iapen, Jefferson Dias.

Jefferson Dias: 2 meses sem ocorrências. Foto: Arquivo

Jefferson Dias: 2 meses sem ocorrências. Foto: Arquivo

Ainda pela manhã, o Iapen chegou a 2.698 detentos. No total, todo o sistema tem apenas 700 agentes para vigiar presos no chamado ‘Cadeião’, na Rodovia Duca Serra; Semi-aberto, Penitenciária Feminina, centros de custódia dos bairros Novo Horizonte, Zerão e da cidade de Oiapoque, além do trabalho administrativo.  

O Iapen vai precisar fazer concurso público para cobrir o déficit atual, e a necessidade que vai surgir com a inauguração de dois novos pavilhões e da penitenciária de segurança máxima, cuja obra está paralisada depois que a empreiteira abandonou o serviço. A Sejusp teve que iniciar uma nova licitação.

Os dois novos pavilhões estão em obras e devem ser inaugurados no ano que vem.

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