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SELES NAFES

A promotora de Justiça Eleitoral, Andréa Guedes, emitiu recomendações à prefeitura de Macapá e governo do Estado para que se abstenham de participar efetivamente da campanha eleitoral deste ano. As recomendações foram emitidas para os dois Executivos, mas a promotora diz que quase todas as denúncias de abuso de poder político são contra o governo do Estado.

Apesar de ser comum em qualquer campanha governantes se posicionarem abertamente, a promotora criticou a postura do governador Waldez Góes ao anunciar publicamente seu apoio à candidatura de Gilvam Borges (PMDB).

“Não é proibido, mas demonstra de forma aberta o apoio do governo. Além disso, de 100 denúncias que recebemos, 99 são contra o governo. São funcionários de contratos administrativos e servidores de cargos comissionados que estariam sendo obrigados a participar de reuniões politicas e caminhadas, até com lista de presença”, diz a promotora.

Promotora Andréa Guedes diz que prefeitura e governo precisam ter isenção na campanha

Promotora Andréa Guedes diz que prefeitura e governo precisam ter isenção na campanha. Foto: Ascom/MPE

Ela também avaliou como negativa a participação efetiva de oficiais da Polícia Militar e de agentes de segurança na campanha.

“Até coronéis de alto escalão estão participando de reuniões políticas. Eu trabalho com soldados, sargentos. Que isenção esses policiais vão ter para me informar corretamente, já que eles obedecem aos coronéis?”, questiona.

“Passei por uma bandeirada onde vi o presidente do Iapen (Instituto de Administração Penitenciária do Amapá) com bandeira na mão. Fiquei estarrecida. Chegamos lá e dispersamos o pessoal. Além disso, as bandeiras tinham metragem proibida e o ato estava atrapalhando o trânsito”,

As recomendações para o governo do Estado e prefeitura de Macapá foram emitidas nesta sexta-feira, 9.  O atual prefeito Clécio Luis (REDE) também é candidato à reeleição.

Para a prefeitura e o governo do Estado, o MPE recomendou que guardas municipais, policiais militares e bombeiros não participem de reuniões políticas. E que chefes de repartições públicas não manifestem “apreço ou desapresso” por determinadas candidaturas.

As recomendações adiantam que em caso de desobediência são tomadas medidas administrativas e judiciais. 

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