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SELES NAFES

Macapá e Santana formam grande uma grande área de livre comércio, ou seja, são cidades onde as empresas comerciais podem adquirir produtos com incentivos e repassar isso para o valor final ao consumidor. E isso se aplica aos carros.

Uma picape na categoria leve, que vai da Strada (Fiat) à Ranger (Ford), por exemplo, pode ser comprada por três perfis diferentes de clientes: pessoa física, jurídica ou com empresa ‘suframada’, ou seja, a que possui registro na Superintendência da Zona Franca de Manaus, órgão responsável pela administração nas áreas de livre comércio do Brasil.

Graças a incentivos fiscais especiais para essas ALCSs, é possível encontrar preços bem mais reduzidos do que em cidades que não possuem áreas de livre comércio, como em Belém (PA).

Um veículo que custa normalmente R$ 100 mil, pode sair da loja em Macapá com uma incrível redução de até R$ 26 mil, se a empresa for suframada.

Isso acontece porque na ALC de Macapá e Santana, no caso dos utilitários leves, não há a cobrança de 8% de IPI, a redução de ICMS será de 7%.

Presidente na Fenabrav-AP, Otaciano Jr: vantagens. Fotos: Seles Nafes

Presidente na Fenabrav-AP, Otaciano Jr: vantagens. Fotos: Seles Nafes

Neste caso, também haverá a isenção de PIS e Cofins, o que representaria mais um peso de 11,60%. Total de descontos: 26,60%. Resumindo, uma picape de R$ 100 mil sai da concessionária em Macapá por aproximadamente R$ 74 mil.

Sem registro na Suframa, a empresa pode comprar o veículo com desconto de apenas 11,60%. Pessoa física terá um desconto maior, 15%.  

“Esses descontos valem apenas para carros que irão rodar em Macapá e Santana. Se o carro for sair dessas duas cidades, o proprietário precisará se dirigir à Receita Federal para pedir uma autorização de 90 dias por ano”, adverte o empresário Otaciano Júnior, presidente no Amapá da Federação Nacional das Concessionárias de Automóveis (Fenabrav-AP).

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