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CÁSSIA LIMA

Com 60% de andamento da estrutura construída, encontra-se parada há quatro anos as obras do píer do Santa Inês, na orla de Macapá. O lugar estava projetado para ser um espaço de embarque e desembarque de cargas e passageiros, mas hoje está parado devido a problemas na licitação. A Secretaria de Infraestrutura (Seinf), diz que até o fim do ano a obra será retomada.

Frente da obra. Foto: Cássia Lima

Frente da obra. Foto: arquivo

A construção começou dia 21 de junho de 2011 e tinha conclusão prevista para agosto de 2012, com um orçamento inicial de R$ 8 milhões. Mas em 2013, o valor já havia sido repassado com mais dois aditivos num valor total de R$ 2 milhões. Logo em seguida a obra foi paralisada.

“Foram detectadas algumas irregularidades na licitação. A principal delas é que a empresa que ganhou o certame fez o serviço de forma errada. No projeto estava prevista laje convencional, mas a empresa fez uma pré-moldada. Isso traria problemas na prestação de contas e a obra parou”, explicou o secretário adjunto de infraestrutura, Marcos Jucá.

Abandono de quatro anos do píer levou a elevação de seu orçamento inicial. Serão necessários um mais de R$ 14 milhões para completar a obra. Fotos: André Silva

Abandono de quatro anos do píer levou a elevação de seu orçamento inicial. Serão necessários um mais de R$ 14 milhões para completar a obra. Fotos: André Silva

Hoje o projeto compreende a conclusão do setor três, que é a última plataforma, também destinada para embarque e desembarque de cargas e passageiros. Além da plataforma, um flutuante medindo 12×30 metros será construído garantindo o embarque e desembarque de cargas, passageiros e embarcações.

 De acordo com informações da Seinf, há recursos para a obra. Foto: André Silva

De acordo com informações da Seinf, há recursos para a obra. Foto: André Silva

A Seinf tramita com duas propostas. A primeira tem a ver com o cancelamento do edital para reincidir o contrato com a empresa. Já a segunda é uma nova análise do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a obra e ajustes no projeto que está estimado em R$ 6,5 milhões para a conclusão.

 

Secretário-adjunto da secretaria de infraestrutura, Marcos Jucá. Foto: Cássia Lima

Secretário-adjunto de Infraestrutura, Marcos Jucá. Foto: Cássia Lima

“Essa obra tem recurso do tesouro. Apesar de estar com o concreto quase pronto, ainda temos que fazer o paisagismo, cobertura, bilheterias, parque infantil, restaurante, passarelas e área de Capitania dos Portos”, justificou Jucá.

Quiosques e outros espaços já estão construídos no píer. Foto: André Silva

Quiosques e outros espaços já estão construídos no píer. Foto: André Silva

Atualmente, o cancelamento do contrato e as novas adequações da obra estão nas mãos do secretário de infraestrutura, João Henrique Pimentel, e no BNDES para um laudo e análise da continuidade da obra.

Estrutura de madeira ainda presente. Foto: André Silva

Estrutura de madeira ainda presente. Foto: André Silva

“A gente entende que esses problemas serão logo resolvidos e até outubro já teremos o edital. Provavelmente este ano retomaremos a construção, assim como, a revitalização do Parque do Forte e do Canal da Mendonça Júnior”, garantiu Jucá.

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