Compartilhamentos

SELES NAFES

Quatro funcionários da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) transferiram para suas contas pessoais mais de R$ 1,5 milhão, segundo uma investigação do Ministério Público. O MP e a Polícia Civil cumpriram quatro mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira, 22, nas casas dos acusados.

As investigações começaram este ano, depois que a equipe do Ministério Público suspeitou de movimentações estranhas na folha de pagamento da Alap. Eram transferências sistemáticas de grandes valores para as contas de quatro servidores todos os meses. As quantias oscilavam entre R$ 20 mil e R$ 30 mil.

Promotor Afonso Guimarães: Alap deveria ter detectado. Fotos: Olho de Boto

Promotor Afonso Guimarães: Alap deveria ter detectado. Fotos: Olho de Boto

“Eles tinham cargos de confiança no setor e detinham senhas para fazer movimentações financeiras nos bancos. Com essas senhas eles faziam essas transferências indevidas para eles mesmos”, explicou o promotor de Defesa do Patrimônio Público, Afonso Guimarães.

Os crimes teriam ocorrido entre janeiro de 2014 e julho de 2015. O Ministério Público chegou a pedir a prisão temporária dos servidores, mas a 4ª Vara Criminal de Macapá negou.

Polícia Civil apoiou no cumprimento dos mandados de busca e apreensão

Polícia Civil apoiou no cumprimento dos mandados de busca e apreensão

Dos quatro servidores, um deles continua trabalhando, dois estão afastados e o quarto está aposentado.

O trabalho agora se concentra na análise dos computadores e documentos apreendidos nas residências dos investigados.

O promotor diz que as fraudes deveriam ter sido detectadas pela direção da Assembleia Legislativa.

“Se tem R$ 550 mil de crédito na conta, e no outro dia tem R$ 500 mil, alguém deveria perguntar onde foram parar os R$ 50 mil. Mas ninguém lá viu isso”, ponderou o promotor.

Compartilhamentos