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JÚLIO MIRAGAIA

O advogado Ademar Batista Bandeira, acusado por uma oficial de justiça de se negar a receber uma intimação, e em seguida ter agredido e a assediado, nega todas as acusações. Ele procurou o site SELESNAFES.COM para dar sua versão da história.

Segundo ele, o veículo que dirigia não está registrado em seu nome e, portanto, o mandado busca e apreensão não seria para ele. Ademar disse ainda que o episódio de suposta agressão e assédio também não são verdadeiros e que uma terceira pessoa estava no interior do carro com o advogado e a oficial de justiça.

De acordo com Bandeira, os desentendimentos dele com a oficial Sônia Maria Nascimento de Souza iniciaram há um mês, quando os dois acompanharam um mandado de reintegração de posse.

Ademar Bandeira nega que tenha tentado agredir ou assediar a oficial de justiça. Foto: arquivo pessoal

Ademar Bandeira nega que tenha tentado agredir ou assediar a oficial de justiça. Foto: arquivo pessoal

“Disse para ela que queria acompanhar a diligência e nós fomos até o local, falamos com a pessoa e demos um prazo para desocupar a casa. Isso ocorreu num sábado. Na segunda-feira eu a procurei e, para minha surpresa, ela me falou que já havia devolvido o mandado”, contou o advogado.

Os desdobramentos desse caso, segundo Ademar, prejudicaram sua cliente que estava interessada na reintegração. 

“Sofri um prejuízo porque o cliente que me procura, que me paga, acha que eu não dei a devida atenção no processo”, relatou.

A versão do advogado

Na quinta-feira, 13, ao chegar numa faculdade localizada no Bairro do Laguinho para deixar a filha, ocorreu o novo encontro entre os dois.

“Até estranhei quando a encontrei dizendo que queria conversar comigo. Eu desci do carro e me aproximei. E ela disse: ‘olha doutor, aquele seu mandado está lá’. Então disse que pode até estar, mas eu não queria mais que fizesse a diligência e que iria requisitar um outro oficial para fazer”.

A oficial, no entanto, teria dito para o advogado que não se tratava do caso de reintegração de posse, mas da busca e apreensão do veículo que ele dirigia. Ademar confirmou que Sônia estava acompanhada de um funcionário do banco interessado na busca do veículo. Nesse momento, de acordo com relato do advogado, a oficial entrou no automóvel e disse para o funcionário ir embora e aguardar no fórum a conclusão da busca. 

“Dentro do carro ela disse: ‘doutor tens um dia pra resolver isso. Resolve, te vira paga lá’. Então deixei ela no local e fui embora, estou com a cabeça tranquila”, frisou.

Oficial de justiça Sônia Maria Nascimento. Ela denunciou a conduta do advogado na OAB. Foto: Cássia Lima

Oficial de justiça Sônia Maria Nascimento. Ela denunciou a conduta do advogado na OAB. Foto: Cássia Lima

O carro não pertence a Ademar

Sobre o problema relacionado ao carro, Ademar afirmou que o automóvel não é seu e que a pendência era com o proprietário. Após a abordagem da oficial, ele afirmou que entrou em contato com o dono e pediu para que o mesmo resolvesse a questão.

“O carro estava em minha posse mas o problema não era comigo. O que não estou entendendo é por que estou sendo a vítima disso. Eu não fiz nada pra essa senhora“, justificou.

O advogado lamenta o episódio e diz que nunca teve problemas com oficias de justiça e que respeita a oficial.

“Sempre respeitei a justiça, quem conhece a minha história sabe. Sempre briguei por democracia e não seria eu que iria obstruir o trabalho da justiça. Até porque se trata de uma senhora, com todo respeito por ela. Nunca tive problema nenhum com oficial de justiça. Eu estou surpreso com a decisão que ela tomou. É lamentável porque isso poderia ser resolvido de outra forma, sem estar expondo ninguém”, argumentou.

Providências e uma terceira pessoa no carro

Como providências, Ademar diz ter registrado um Boletim de Ocorrência e entrou em contato com a Ordem dos Advogados do Brasil no Amapá (OAB-AP) que irá investigar as acusações e a sua versão. Ele relata que no encontro com o presidente da Ordem, em nenhum momento a oficial falou sobre tentativa de extorsão e corrupção.

Uma terceira pessoa dentro do carro do advogado, presente no momento do desentendimento e da suposta agressão, irá testemunhar na segunda-feira para esclarecer que violência não ocorreu.

“Dentro do carro tinha uma pessoa junto comigo, que é a minha principal testemunha. Também fui na concessionária em que a deixei porque ela fala que a empurrei para fora do carro. Eu parei o carro tranquilo, ainda bem que tem filmagens mostrando isso”, afirmou.

O advogado finalizou dizendo que está tranquilo e que aguardará o resultado das investigações.

 

 

 

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