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CÁSSIA LIMA

Pacientes do Hospital de Emergência de Macapá (HE) iniciaram na manhã desta quinta-feira, 27, protesto no cruzamento das ruas Hamilton Silva e Padre Júlio Maria Lombaerd, no Centro de Macapá. O ato é contra a falta de medicamentos e material na unidade de saúde.

Até as 11h, os pacientes e acompanhantes bloqueavam o cruzamento e não deixavam nenhum veículo passar. O protesto começou por volta das 9h e não tem horário para terminar. Eles denunciam as condições do HE.

Parentes se reuniram aos pacientes. Fotos: Cássia Lima

Parentes se reuniram aos pacientes. Fotos: Cássia Lima

Paciente segura cartaz com frase de protesto. Fotos: Cássia Lima

Paciente segura cartaz com frase de protesto

Conceição Freire, de 36 anos, acompanha a mãe que está internada devido a um tumor.

“Não tem gaze, esparadrapo, as pessoas tomam soro no chão. Minha mãe, que tem 75 anos, passou três dias em um colchonete no corredor. Não tem respeito pela vida. Isso parece uma zona de guerra”, disse Freire.

Os pacientes pediram durante a manifestação que o Ministério Público cobre do Estado medicamentos e insumos para o hospital que tem demanda diária de até 200 pessoas.

Conceição Freire: sem gaze e nem esparadrapo

Conceição Freire: sem gaze e nem esparadrapo

Cruzamento da Hamilton Silva com a Avenida Padre Júlio Maria foi fechado

Cruzamento da Hamilton Silva com a Avenida Padre Júlio Maria foi fechado

Segundo os pacientes, existem apenas três cadeiras de rodas no hospital. A principal demanda é a ortopedia.

“Eu estou há dois meses esperando cirurgia ortopédica para a tíbia. A direção não dá posicionamento e tivemos a informação que o Hospital de Clínicas não aceita mais ninguém. Aí (no HE) não tem nada, e viemos revindicar respeito”, disse Antônio Sarmento, de 29 anos.

Os pacientes dizem que o hospital está lotado e muitas pessoas internadas dormem no chão por falta de leito.

Manifestante impede passagem de carro

Manifestante impede passagem de carro oficial

“Aí dentro é cenário de guerra. Nós e os enfermeiros tiramos do bolso para comprar as coisas. É um desrespeito”, disse Maria das Graças, que acompanha o filho internado.

A direção do HE ficou de se posicionar a respeito das denúncias, mas, o diretor do hospital, Eduardo Monteiro, estava em reunião na Secretaria de Saúde (Sesa).

O protesto congestionou o trânsito na Avenida Padre Júlio, por onde os carros são obrigados a voltar. 

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