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CÁSSIA LIMA

Após apurados os votos e a notícia de segundo turno nas eleições em Macapá, os candidatos Clécio Luis (Rede) e Gilvam Borges (PMDB) já buscam estratégias para o próximo pleito, marcado para o dia 30 de outubro. Gilvam, que ficou com 56.256 votos (26,37%,), quer aliança com a vereadora Aline Gurgel (PR).

O site SELESNAFES.COM ouviu o ex-senador Gilvam Pinheiro Borges, de 58 anos, natural de Brasília (DF), na manhã desta segunda-feira, 3. Ele falou das dificuldades do primeiro turno, das mudanças na legislação e estratégias para o segundo turno.

Candidato recebe imprensa após resultado do primeiro turno. Promessa de grandes debates contra o atual prefeito Clécio Luís (REDE). Foto: Ascom

Candidato recebe imprensa após resultado do primeiro turno. Promessa de grandes debates com o atual prefeito Clécio Luís (REDE). Foto: Ascom

Como o senhor avalia o primeiro turno?

O primeiro turno foi uma eleição complicada. Difícil porque nós não tínhamos alinhavado as alianças com antecedência e isso levou a um processo de expectativa desgastante. Mas conseguimos um reconhecimento pelo nosso trabalho.  Fizemos uma boa aliança com o PDT e o PROS que resultou no melhor vice, que é o Adiomar, que somou com uma visão empresarial, moderna e que pode auxiliar muito na prefeitura.

O senhor esperava chegar ao segundo turno?

Olha, os períodos de pesquisa trouxeram muitas dificuldades.  Elas influenciam muito o eleitorado e quando chegou ao meio da campanha e saíram pesquisas ficamos balançados. E quando começamos a subir fomos nos adaptando. Na reta final, tínhamos a convicção que disputaríamos no segundo turno. E isso foi um trabalho do nosso grupo.

Essas eleições foram marcadas pela minirreforma eleitoral, o senhor sentiu esse impacto na campanha?

Sim, muito. É de uma forma desgastante. Esse pleito mudou quase tudo. Desde propaganda de rua até o tempo de produção do nosso material. A mudança na prestação de contas e se observou que ficou uma campanha fria. Tivemos que trabalhar uma campanha nas redes sociais que é um fenômeno novo. Aprendemos que a participação popular não é a mesma que se replicava nos palanques. Essas novas ferramentas das redes sociais trouxeram outra dimensão de campanha.

Na reta final do pleito, o Ministério Público Eleitoral (MPE) ofertou denúncias contra sua candidatura. Em sua opinião, até que ponto isso lhe afetou?

Eu acredito que tenha perdido um 10 mil votos nessa ação desleal do MPE. Recebemos ataques de sexta pra sábado e isso me fez perder muitos votos. Divulgaram fatos inverídicos que eu tinha sido preso e até sentença falsa de juiz fizeram.  Mas o bom é que nós tivemos a mesma oportunidade de se defender em tempo real pelo face e twitter. Isso destruiria uma campanha anos atrás, hoje não é mais assim.

Candidato recebe equipe do site Seles Nafes.com. Após ação do MPE, Gilvam faz o balanço de que, graças a internet, teve a oportunidade de se defender em tempo real. Foto: Cássia Lima

Após ação do MPE, Gilvam faz o balanço de que a internet contribuiu para que tivesse a oportunidade de se defender em tempo real. Foto: Cássia Lima

Foi sim, algo que me afetou diretamente.  Porque não foi só uma denúncia da promotoria a véspera da eleição, foi um ataque ao equilíbrio do pleito.  Vamos provar que as denúncias não procedem e que tudo não passou de influências políticas de adversários.  E já estamos tomando providências para que isso não se repita no segundo turno.

Qual a estratégia para ganhar eleitores no segundo turno?                        

Bom, tivemos mais de 40 mil pessoas votando branco ou nulo, queremos sensibilizar esse eleitorado da importância da participação deles no pleito.  Quero trabalhar com os votos do meu adversário que não foram consolidados. Tem uma parte desses votos que vão estar na disputa.  Este será um segundo turno muito interessante.

Quais alianças o senhor busca para o segundo turno?

Olha, eu estou desde as cinco da manhã pensando nisso. Agora mesmo estava redigindo um documento para fazer esses contatos com os outros candidatos.

O senhor gostaria do apoio da vereadora Aline Gurgel?

Sim, da minha parte sim. Meu grupo quer muito. Ela foi muito bem votada e é uma pessoa com credibilidade, uma pessoa atuante na Câmara e é muito importante a aliança com ela. Eu vou pessoalmente tentar esse diálogo com ela. Não só com ela, mas também com a candidata Dora (PT), e o Ruy Smith (PSB). Na verdade, estamos abertos para todos. Por educação, vamos procurar a todos, inclusive o candidato Genival Cruz (PSTU). Vamos atrás de todos, mesmo que não tenha êxito.

Candidato acompanhou apuração em sua residência, com familiares e amigos. Foto: Ascom

Candidato acompanhou apuração em sua residência, com familiares e amigos. Foto: Ascom

Qual a expectativa para a campanha do segundo turno?

Será uma campanha com embate, não porque quero, mas porque eu e meu adversário temos o perfil bem diferente. Eu sou mais objetivo, direto, pontual. Meu perfil não é enrolar com palavras bonitas, eu falo e faço. Vai ter embates nos debates, mas cabe ao eleitor decidir o que quer. Eu e meu grupo estamos prontos para governar, vamos passar pelo segundo turno rumo à prefeitura.

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