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CÁSSIA LIMA

Uma estudante que ficou desaparecida durante todo o fim de semana passado estava na casa de um rapaz que a teria mantido em cárcere privado. O caso, um dos 30 registrados todos os meses pelos conselhos tutelares de Macapá, ainda está sendo investigado.

Vanessa Vilhena, de 18 anos, saiu de casa na manhã do sábado, 8, e até a segunda-feira, 10, não havia retornado. Familiares iniciaram as buscas e a encontraram ainda na segunda em uma casa no Bairro Brasil Novo, na Zona Norte de Macapá.

“Ela estava na casa de um rapaz que conheceu logo após romper com o namorado dela. Quando a gente ligava pra ela, ele que estava com o celular e ignorava a ligação. Ele a manteve em cárcere privado”, acusou Francisco Silva, cunhado da jovem.

Vanessa nega que tenha fugido de casa. Ela já está com a família e o caso está sendo investigado pela Delegacia de Crimes Contra a Mulher (DECCM). O desaparecimento é tratado com sequestro e cárcere privado.

Desde 2014 os conselhos tutelares da capital registram 30 desaparecimentos por mês. A maioria, felizmente, reaparece.

A maior parte tem entre 12 e 16 anos, e foge por conflitos familiares para casas de namorados e amigos.

Quase todos os dias são postadas nas redes sociais fotos de crianças e adolescentes desaparecidos em Macapá.

“É muito difícil investigar esses casos porque são relações muito complexas e que envolvem brigas familiares, aliciamento de menores e uma crise de identidade que é normal na juventude. Às vezes o adolescente não quer abandonar os pais, ele só quer sair do meio do conflito”, disse o conselheiro tutelar, Bruno Pacheco.

De acordo com o conselheiro, a maioria dos desaparecimentos é de garotas de bairros periféricos de Macapá. Em 80% dos casos, elas são encontradas e devolvidas para a família dentro de poucos dias.

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