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VALDEÍ BALIEIRO

Nas redes sociais, o clima esquentou entre a assessoria jurídica do candidato Gilvam Borges (PMDB) e representantes da REDE Sustentabilidade. A desavença foi parar no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Amapá, que determinou a retirada de uma postagem feita por um dirigente da REDE. 

Num vídeo que passou ser exibido desde a última quarta-feira (12), Borges faz comparação dizendo que seu partido foi o que mais teve prefeitos eleitos em todo o país e que o próprio presidente da República o apoia. Em contrapartida, a propaganda fala que a REDE levaria Macapá para longe das rotas de recurso federais.

Gabriel Marti (REDE). "Tudo que citei estavam em matérias de sites e grandes portais de notícias". Foto: arquivo pessoal

Gabriel Marti (REDE). “Tudo que citei estavam em matérias de sites e grandes portais de notícias”. Foto: arquivo pessoal

Gabriel Marti, porta-voz da rede, publicou em sua própria rede social uma resposta com uma comparação entre os dois partidos. Na publicação, ele lembra casos de corrupção em que políticos do PMDB estão envolvidos, além acusar o próprio candidato Gilvam de ser suspeito de desviar recursos em um órgão federal.

A defesa de Gilvam entrou com uma ação junto ao TRE pedindo a retirada da publicação, alegando que isso poderia causar desequilíbrio eleitoral. A Justiça aceitou o pedido e ordenou a retirada da postagem.

Em declaração para o site SELESNAFES.COM, Marti relatou que Gilvam vem desde a semana passada usando o programa eleitoral dele pra fazer comparação entre o PMDB e a REDE, dizendo que a REDE foi praticamente extinta do mapa do Brasil.

“Na quinta feira pela manhã eu fiz uma resposta política, mostrando as diferenças por outro lado. Como o caso do PMDB ter Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Sarney entre outros políticos envolvidos em corrupção”, comentou.

“Sou porta voz da REDE e enquanto eles têm os meios de comunicação, nós só temos as redes sociais pra expressar nossa opinião. E eu não caluniei ele com nada. Tudo que citei estavam em matérias de sites e grandes portais de notícias”, concluiu o representante da REDE.

Outra decisão judicial

Em outra decisão favorável à coligação encabeçada pelo PMDB, a Justiça encontrou irregularidades como a utilização de montagens, computação gráfica e efeitos visuais diversos na propaganda de Clécio.

E, também, com a participação na TV do candidato à prefeitura de Macapá derrotado no 1º turno Promotor Moisés (PEN), o que é proibido no 2º turno.

A decisão judicial indica que em certas imagens do programa aparecem caminhões com adesivos da Prefeitura de Macapá, garis uniformizados, integrantes e viaturas da Guarda Municipal, prática vedada pela legislação eleitoral.
A pena para o não cumprimento da determinação é de multa no valor de R$ 15 mil para cada reincidência.
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