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DA REDAÇÃO

As obras do muro de arrimo no Bairro Araxá, Zona Sul de Macapá, estão paralisadas desde o fim de 2015. O local, onde ficava o canteiro, teve parte de sua estrutura saqueada por moradores das redondezas e o restante foi retirado  pela própria empresa.

O muro começou a ser erguido pelo governo em outubro de 2013, com previsão para ser concluído em 2014.

Os moradores dizem que as obras paralisaram no fim de 2015  e em janeiro deste ano parte da estrutura do canteiro começou a ser saqueada. O proprietário de um dos quiosques que funciona na orla do Araxá, próximo ao local da obra, disse que chegou a ver a ação das pessoas que levaram telhas, madeiras e areia deixada pela empresa.

Muro, que deveria ter um quilômetro de distância, não chegou nem na metade. Fotos: André Silva

Muro, que deveria ter um quilômetro de distância, não chegou nem na metade. Fotos: André Silva

“Essa obra já está parada há mais de dois anos e mais ou menos há uns oito meses atrás a empresa veio e tirou os tapumes e alguns materiais que ainda restaram por que o resto o pessoal que mora aí pra trás levou o resto”, contou o proprietário do quiosque Gilberto Costa.

O proprietário de um quiosque próximo do muro, Gilberto Costa, conta que empresa teve que retirar tapume para evitar roubo

O proprietário de um quiosque próximo do muro, Gilberto Costa, conta que empresa teve que retirar tapume para evitar roubo

Alguns moradores próximo ao canteiro, confirmam a informação de que alguns objetos foram roubados, mas dizem que a culpa é da empresa que deixou o local sem vigilância. A área estava servindo de abrigo para pessoas mal intencionadas.

“Essa obra tem mais de um ano parada. Até que aqui, para nós, o inverno não foi tão ruim, mas para o pessoal que mora mais lá pra frente sim”, disse o autônomo Orlando Espíndola de 42 anos.

Lugar onde ficava o tapume

Lugar onde ficava o tapume

Ele relatou que mora no local há mais de cinco anos e de lá para cá o nível da água já subiu consideravelmente e ameaça a sua casa também.

Orlando Espíndola.

Orlando Espíndola. Nível da água ameaça residências

A obra

A obra, que foi iniciada em 21 de outubro de 2013, estava estimada em mais de R$ 12 milhões, sendo que R$ 4 milhões seriam financiados pelo Governo Federal por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e R$ 8 milhões do Governo do Estado, na época comandando por Camilo Capiberibe (PSB).

O projeto previa que o muro tivesse um quilômetro de extensão que compreenderia desde o fim do Complexo do Araxá até a Avenida Equatorial, no Aturiá.

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Placas da obra são ainda da estão do ex-governador, Camilo Capiberibe

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