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REDAÇÃO

Josely Calazan luta desde o ano passado na justiça para garantir o tratamento do marido que sofre de câncer. A batalha de Wendel Magalhães Coutinho, de 36 anos, começou no ano passado quando a doença piorou e o tratamento teve que ser intensificado. O problema foi a falta do medicamento ‘Ifosfamida’ na Unidade de Oncologia do Estado (Unacon), que funciona no Hospital de Clínicas Alberto Lima (HCAL).

Wendel sofre com um neuroblastoma que é um tipo de câncer que se desenvolve no tecido nervoso do pescoço, tórax, abdômen ou pélvis, mas usualmente se origina nos tecidos da glândula supra-renal.

Josely Calazan. Família está tendo que custear medicação que deveria ser fornecida pela unidade. Fotos: André Silva

Josely Calazan. Família está tendo que custear medicação do marido que deveria ser fornecida pela unidade. Fotos: André Silva

No seu caso, o câncer começou na cabeça e passou para a coluna no ano passado. Em junho de 2015, quando deveria começar a quimioterapia, o medicamento estava em falta o que atrasou o início do tratamento que estava sendo realizado na Unacom.

A família teve que comprar os remédios para que os cinco ciclos fossem realizados. Ao todo,  tiveram que desembolsar mais de R$ 2 mil para comprar o Ifosfamida.

“Dei entrada no Ministério Público Federal  onde uma audiência foi marcada e só em setembro foi que começou o tratamento. O estado ofereceu o medicamento só em setembro. Se nós tivéssemos esperado talvez ele não teria aguentado”, conta Josely.

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Sesa busca regularizar o fornecimento do remédio. Empresa está agindo ilegalmente e prejudicando pacientes

Ela vê o problema se repetir. Em agosto, Wendel teve que fazer novamente mais um ciclo de tratamento mas o farmacêutico da Unacom disse que novamente o remédio está em falta.

“Quando foi agora em setembro que ele teve que realizar o procedimento novamente, faltou medicação. Procurei o MP novamente e eles marcaram uma audiência com a Secretaria de Saúde, mas até agora nada foi resolvido”, conta  Josely.

Mulher mostra lista de medicamentos que faltam e pacientes na fila

Mulher mostra lista de medicamentos que faltam

Em nota, a Sesa informou que a compra do Ifosfamida,está empenhada, porém, a empresa condiciona a entrega do produto ao pagamento de dívidas passadas, o que é ilegal, já que a empresa Continental, ao participar do processo licitatório, concordou com os termos do edital.

A Sesa notificou a empresa e está tomando providências judiciais, uma vez que o ato traz prejuízo grave aos doentes oncológicos do estado.

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