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OLHO DE BOTO

Uma mulher foi atropelada e morta na saída do trabalho no início da manhã deste domingo, 13, no Bairro do Buritizal, Zona Sul de Macapá.  O motorista do carro, um militar do Corpo de Bombeiros do Amapá, estava alcoolizado e foi preso em flagrante por crime de trânsito.

A vítima, Marques Paula Morais, de 24 anos, trabalhava com o marido como  segurança de uma boate. Por volta das 5h, ao deixar o local de trabalho, ela tentava atravessar a Rua Claudomiro de Morais quando foi atingida violentamente por um Ford Fiesta prata em alta velocidade.

Policiais cobrem corpo da vítima

Policiais cobrem corpo da vítima. Fotos: Olho de Boto

O veículo trafegava no sentido Buritizal. Testemunhas relataram que, com o impacto, a mulher foi arremessada para o alto, e quando caiu já estava morta.

O motorista fugiu do local, mas foi preso logo em seguida em uma barreira do Batalhão de Policiamento Rodoviário Estadual (BPRE) na Rodovia Duca Serra.

“Ele alegou que as pessoas estavam muito exaltadas, e ele preferiu não ficar no lugar”, comentou o

Politec remove corpo da vítima no início da manhã

Politec remove corpo da vítima no início da manhã

O carro era conduzido pelo soldado bombeiro Benedito Balieiro Nobre Júnior, de 28 anos. Ele foi submetido ao teste de alcoolemia. O resultado apontou embriaguez ao volante.

O primeiro teste do etilômetro acusou 65mg (acima de 34 é considerado embriaguez e crime de trânsito). O “reteste” atestou 61mg, caracterizando crime de trânsito.

Soldado Benedito Balieiro fo detido numa barreira do BPRE. Fotos: Olho de Boto

Soldado Benedito Balieiro (de camisa azul) foi detido numa barreira do BPRE

O militar foi detido durante algumas horas na sede do BPRE até a chegada da equipe da Polícia Técnica (Politec) que faria a perícia no veículo. Em seguida, ele foi apresentado no Ciosp do Pacoval acompanhado por um oficial superior.

Uma audiência de custódia vai determinar se ele responderá por homicídio culposo ou doloso, e se poderá continuar em liberdade até o fim do processo. Em casos semelhantes, motoristas têm sido responsabilizados por dolo eventual, quando se assume o risco de matar. 

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