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DA REDAÇÃO

Contando no momento com apenas 30 leitos na clínica cirúrgica e tendo internados 130 pacientes nas dependências da unidade, o Hospital de Emergência (HE) terá as visitas suspensas temporariamente.

As únicas exceções são para casos no Centro de Tratamento Intensivo (CTI), Semi-intensiva e o Setor de Queimados. O direito a acompanhante foi mantido.

Situação no HE foi denunciada por pacientes do HE. Até crianças estão tendo que ficar no chão, sem leito. Fotos: enviadas por pacientes

Situação no HE foi denunciada por pacientes do HE. Até crianças estão tendo que ficar no chão, sem leito. Fotos: enviadas por pacientes

O portal SELESNAFES.COM registrou as cenas do caos instalado no HE na manhã desta quarta-feira, 9, onde pessoas doentes, sem ter onde permanecer com a superlotação, deitam-se no chão até com crianças no colo.

Assista ao vídeo enviado por pacientes:

De acordo com informações da Secretaria do Estado de Saúde (Sesa), a medida é necessária para evitar qualquer tipo de prejuízo no atendimento aos usuários.

Segundo a Sesa, o que motiva a superlotação é o elevado número de vítimas de acidentes de trânsito no mês de outubro. Em Macapá, foram 266 e 37 nos demais municípios.

Sesa realiza força tarefa para normalizar estoque de medicamentos e regularizar cirurgias. Foto: Secom

Sesa realiza força tarefa para normalizar estoque de medicamentos e regularizar cirurgias. Foto: Secom

Desde a última quinta-feira, 3, o Governo do Estado do Amapá (GEA) realiza uma força tarefa para regularizar os estoques de medicamentos e correlatos na rede hospitalar. A medida visa também retomar as cirurgias que não estão sendo feitas pela falta de material.

A Sesa informou ainda que trabalha para ampliar o número de leitos. Há uma licitação em andamento para aquisição de camas e colchões e a secretaria está priorizando a conclusão das obras de construção reforma e ampliação das unidades de saúde estaduais.

Servidores da saúde sobrecarregados

Enquanto a situação não normaliza, a sobrecarga da situação recai sobre os trabalhadores do HE. A vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sindesáude), Ieda Mendes, relatou que a segurança dos servidores está comprometida com a precariedade do hospital.

Para servidores da saúde, situação é insustentável

Para servidores da saúde, situação é insustentável

“Somos os que estamos na linha de frente. É humanamente impossível trabalhar de maneira adequada e com a atenção suficiente que requer nossa atividade, isso induz ao erro, o que é mais greve. Não podemos recusar ninguém, mas também não podemos aguentar tanta sobrecarga”, afirmou.

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