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CÁSSIA LIMA

Após 14 dias de ocupação no prédio do Distrito Sanitário Especial Indígena Amapá e Pará (Dsei), os índios decidiram formar uma comissão e viajar na quinta-feira, 3, para Brasília (DF) para tentar diálogo com o Ministério da Saúde.

Os índios são na sua maioria da etnia Wajãpi e ocupam a sede do Dsei desde 18 de outubro. Eles protestam pelo descaso da saúde indígena e contra a atual diretoria do órgão que, para eles, não está dando a assistência necessária para as comunidades.

Prédio do Dsei em Macapá. Ocupação continua com idade de representantes até Brasília. Fotos: Cássia Lima

Prédio do Dsei em Macapá. Ocupação continua com idade de representantes até Brasília. Fotos: Cássia Lima

“Falta medicação, técnicos de enfermagem, reforma do posto de saúde, motores para as lanchas e combustível para os carros. Estamos há um ano nisso e agora viemos buscar nossos direitos. Vamos ocupar aqui até solucionarem nossa situação”, explicou o chefe, Payk Wajãpi.

De acordo com a liderança, o atendimento nas aldeias está cada vez mais precário, sem medicamento e recursos mínimos. Os indígenas alegam que o descaso já matou recém-nascidos e crianças.

payk

Payk Wajãpi. Precariedade no serviço de saúde indígena ocorre há mais de um ano

A comissão que viajará é formada por cinco chefes Wajãpi de tribos do Oiapoque e do Parque do Tumucumaque. Eles buscam mais atenção para a saúde indígena, além do afastamento da atual gestão do Dsei, assim como a prorrogação da portaria que firma os convênios para a saúde indígena.

“Cansamos de esperar respostas e vamos até Brasília. Enquanto isso, mais amigos nossos Wajãpis estão vindo para Macapá continuar a ocupação até termos uma posição. Vamos continuar ocupando”, frisou.

Desde a ocupação, os funcionários do prédio estão impedidos de trabalhar e os serviços estão completamente parados. A diretora do Dsei, Vanderbilde Marques, não retornou as ligações para falar sobre o assunto.

Representantes da comissão que buscará diálogo com Ministério da Saúde

Representantes da comissão que buscará diálogo com Ministério da Saúde

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