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CÁSSIA LIMA 

A partir de agora, o Conselho da Universidade Estadual do Amapá (Ueap) tem 30 dias parta emitir parecer afirmando se o reitor da instituição, Perseu Aparício, cometeu ou não fraude ao beneficiar uma candidata com documentos falsos.

Segundo denúncias, ele teria assinado uma declaração de estágio na Ueap para Luana Lima dos Santos, que usou o documento como critério de desempate no concurso público realizado pelo Instituto Federal do Amapá (Ifap) este ano.

Reitor da Ueap, Perseu Aparício. Ele nega as acusações. Foto: arquivo

Reitor da Ueap, Perseu Aparício. Ele nega as acusações. Foto: arquivo

A comissão de sindicância é formada pelos professores Francesco Marino, Marcela Videira e Sérgio Filho. Eles estão desde a quarta-feira, 9, apurando a denúncia e observando os documentos apresentados. Após isso, vão emitir parecer indicando ou não a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar ou o arquivamento, caso seja verificada a sua improcedência.

“Eu estou tranquilo, pois fiz o que todo cidadão de bem deveria fazer, denunciar. Nenhum documento apresentado foi fraudado por mim. Apenas os coletei e apresentei para o Conselho”, frisou o professor Dris Pena que denunciou a situação.

Fraude

A suspeita de fraude só foi detectada quando o Ministério Público Federal (MPF) solicitou informações da candidata à universidade onde ela teria atuado. Luana Lima dos Santos teria alegado que tinha vínculo empregatício com a Ueap, atuando como professora do curso de engenharia florestal. O professor Dris Pena, que é do colegiado do curso, confirmou a denúncia.

Falsos documentos de Luana Lima, então candidata em um concurso público, viraram alvo de investigação do MPF

Candidata em um concurso público teria apresentado documentação falsa no Ifap

“Ela nunca trabalhou no nosso curso. Quando recebi a notícia fui apurar e levei tudo ao Consu. Ela era namorada do reitor e até as disciplinas que ela diz ter lecionado temos professores para comprovar que ela nunca foi vista lecionando aqui”, argumentou.

O documento supostamente forjado tem uma assinatura que seria do reitor e um selo de autenticidade do cartório. Nele, há a informação de que a candidata teria participado de um estágio de docência na universidade durante 3 semestres.

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