Deputados do AP alugam 11 imóveis com verba parlamentar

Verba é destinada a atividade parlamentar, mas não é isso que vem correndo, afirma reportagem da Rede Amazônica
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DA REDAÇÃO

Dois deputados federais do Amapá são os personagens centrais de uma polêmica exibida em reportagem do Bom Dia Brasil desta quarta-feira, 23, produzida pela Rede Amazônica. Vinícius Gurgel (PR) e André Abdon (PP) estariam usando verba da Câmara Federal para alugar 11 imóveis. Alguns com valores acima da média de mercado e com desvio de finalidade.

O valor das despesas com os imóveis seria de R$ 400 mil por ano, segundo apurou a reportagem. Só o deputado André Abdon tem 7 imóveis alugados por R$ 208 mil, supostamente para atividades parlamentares, enquanto que Vinícius Gurgel teria 4 por R$ 160 mil, ambos em diferentes cidades.

No caso de Abdon, os gastos com alugueis representam metade da verba parlamentar. Ele disse à Rede Amazônica ser importante ter imóveis alugados nos sete maiores municípios do Amapá. Gurgel alegou que mantém imóveis alugados nas quatro cidades onde teve mais votos e que eles são utilizados no trabalho parlamentar.

A equipe da Rede Amazônica visitou os imóveis em Macapá e Santana, e constatou que eles não são utilizados em trabalhos parlamentares. Numa das casas existem moradores, entre eles um vereador de Santana que é o verdadeiro dono do imóvel e aluga para o deputado.

Segundo a reportagem apurou que num dos casos os dois deputados alugam os prédios da mesma pessoa, um ex-candidato a prefeito no município de Porto Grande, a 105 quilômetros de Macapá.

O locatário que queria ser prefeito recebeu R$ 300 mil desde 2011 por vários imóveis alugados para os dois deputados. Só que na declaração de bens dele entregue à Justiça Eleitoral este ano, só consta como patrimônio um imóvel no valor de R$ 30 mil.

Os valores dos alugueis também chamam a atenção. Especialistas em mercado imobiliário consultados pela Rede Amazônica dizem que estão acima da média praticada. No caso de Vinícius Gurgel, o aluguel de um imóvel, que normalmente custa R$ 2 mil, sai para a Câmara dos Deputados por R$ 5 mil.

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