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CÁSSIA LIMA

Os professores da Universidade Federal do Amapá (Unifap) iniciaram nesta segunda-feira, 28, greve por tempo indeterminado. Mas apesar do movimento dos docentes ser unificado com o resto do país, alguns colegiados ainda não decidiram se irão aderir ou não ao movimento. Os alunos também deflagraram greve na semana passada.

Por enquanto, ainda não há uma estimativa de quantos professores aderiram ao movimento no Amapá. O certo é que alguns cursos devem decidir, em reunião, nesta semana declarar apoio ou não à paralisação.

Estudantes também decidiram por aderir ao movimento grevista. Foto: Rafael Aleixo

Estudantes também decidiram por aderir ao movimento grevista. Foto: Rafael Aleixo

Durante esses primeiros dias os professores devem reunir com o Conselho Universitário (Consu) para discutir as possíveis mudanças no calendário acadêmico e os próximos passos da greve.

De acordo com o Sindicato dos Docentes da Universidade Federal do Amapá (Sindufap), existe uma grande adesão à paralisação no campus Marco Zero, localizado na Zona Sul de Macapá, e no campus do município de Oiapoque, localizado a 590 km da capital.

 Assembleia de sexta-feira, 25, que aprovou greve. Foto: Victor Vidigal / Rádio Web Unifap

Assembleia de sexta-feira, 25, que aprovou greve. Foto: Victor Vidigal / Rádio Web Unifap

Os docentes buscam um movimento unificado com outras categorias pela não aprovação da PEC 55 (antiga 241), contra as reformas no ensino médio definidas na Medida Provisória 746 e situações pontuais do Amapá como: corte de verbas, plano de cargo, carreira e salário e o sucateamento da universidade.

A última greve de professores federais foi em 2015 e durou 5 meses. Antes disso, ocorreu uma greve de quatro meses em 2012. Ambas tinham como pauta reajuste salarial, barrar os cortes de verbas do Governo Federal e mudar as péssimas condições de infraestrutura nas instituições de ensino superior.

Foto destaque: Victor Vidigal /Rádio Web Unifap

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