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DA REDAÇÃO

Um servidor da Justiça do Amapá que tinha acabado de sair de um culto evangélico foi morto a tiros no fim da noite deste domingo, 27. O acusado é sargento da Polícia Militar do Amapá.

Gerson Rodrigues Martins tinha 46 anos. Segundo testemunhas, ele teria oferecido carona para uma amiga da igreja logo após o culto onde também estava o ex-marido dela, o sargento da PM Abraaão Jardim Machado, lotado no Batalhão de Trânsito (BPTran). O sargento teria saído da igreja antes do término do culto.

Picape onde o servidor foi morto. Fotos: Leonardo Melo

Picape onde o servidor foi morto. Fotos: Leonardo Melo

Quando o culto terminou, segundo testemunhas, a vítima ofereceu carona à amiga e foram até o Bairro Santa Inês na orla de Macapá, onde mora o irmão dela. A vítima conduzia uma picape Strada, e a amiga seguia no banco do passageiro.

Depois da reunião na casa do irmão da amiga, por volta das 23h40min, Gerson Martins dirigiu, ainda com a companhia da amiga, até a Rua José Augusto Façanha, no Bairro Novo Buritizal, na Zona Sul de Macapá. Quando os dois saíam do veículo e foram surpreendidos pelo acusado que efetuou um disparo fatal de dentro de um carro.

Gerson Martins foi morto com um tiro no peito. Foto: Arquivo familiar

Gerson Martins foi morto com um tiro no peito. Foto: Arquivo familiar

O tiro acertou o vidro da porta e atingindo o tórax da vítima. A amiga ligou para o irmão que foi até o local prestar socorro. A vítima foi socorrida em seu próprio carro, mas já chegou sem vida ao Hospital de Emergência de Macapá.

Parentes informaram que o casal está separado havia mais de 4 anos, e que o sargento já teria, inclusive, outra esposa.

“Eles já havia brigado outras vezes, mas não tinham mais nenhum relacionamento. Ele (o sargento) já até tinha outra esposa. Eles vieram da igreja e foram me visitar porque eu havia acabado de chegar na cidade”, disse o irmão da amiga da vítima. Foi na casa dele o servidor e a amiga foram na saída do culto.  

Servidor foi socorrido no próprio caso, mas chegou morto ao HE

Servidor foi socorrido no próprio caso, mas chegou morto ao HE

Horas depois, o PM se apresentou com o advogado no Ciosp do Pacoval, e após depoimento com o delegado de plantão foi liberado. A Polícia Militar ainda não se pronunciou sobre o assunto.  

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