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Moradores do Loteamento Parque dos Buritis, no Bairro Infraero ll, Zona Norte de Macapá, se queixam  da falta de uma linha de ônibus que atenda às pessoas que estudam  no Instituto Federal do Amapá (Ifap).

A Associação de Moradores informou que já chegou a ir a Companhia de Trânsito de Macapá (CTMac) fazer a solicitação de implantação da linha, mas até agora não recebeu resposta definitiva. 
Além disso, eles também querem uma outra linha que possa atender moradores que estudam na Universidade Federal do Amapá  (Unifap). 
“Fizemos o pedido no dia 23 de maio de 2016. Fomos até a CTMac solicitar essa linha porque os alunos estão pagando quatro passagens por dia. Muitos alunos que não têm como pagar isso tudo. Tem uns que deixam até de ir às aulas e tem outros que vão a pé”, disse o presidente da associação, Paulo Ronaldo.
Paulo Ronaldo, presidente da Associação de Moradores: pedido não atendido. Fotos: André Silva

Paulo Ronaldo, presidente da Associação de Moradores: pedido não atendido. Fotos: André Silva

 Diane Patrícia, de 16 anos, faz o curso de técnico em mineração no instituto e diz que gasta R$ 11 por dia quando não tem passe na carteirinha de meia passagem dela. 
“Seria muito bom se tivesse um ônibus direto pra lá. Já economizaria bastante e ajudaria a chegar na hora”, justifica a estudante. 
O presidente da associação diz que o bairro é bem suprido em relação a quantidade de ônibus que circulam ali, o problema está na organização do horário desses veículos. 
“Eles não se organizam. Tem horas que passam três só de um vez em direção ao terminal e para voltar eles demoram muito”, criticou o presidente.
Diane Patrícia, do curso de mineração, gasta R$ 11 por dia

Diane Patrícia, do curso de mineração, gasta R$ 11 por dia

 O portal SELESNAFES.COM foi até ao terminal onde ficam estacionados os ônibus que atendem aos três bairros (Infraero II, Parque dos Buritis e Ilha Mirim), e flagrou quatro ônibus parados. Não foram vistos também, fiscais da Companhia de Trânsito que são responsáveis por monitorar as empresas quanto ao cumprimento dos horários de cada itinerário. 
Um dos veículos estava há vários metros de distância do terminal, estacionado em frente a uma mercearia.  Parecia que o motorista e o cobrador estavam sentados em frente ao estabelecimento lanchando e conversando. Quando eles perceberam que estavam sendo fotografados, tentaram intimidar este jornalista, mas sem sucesso. 
O Departamento de Transportes da CTMac informou que a empresa que presta serviço no bairro ficou de elaborar um estudo de viabilidade financeira para atender a solicitação dos moradores e, que até o dia 17 de janeiro, este estudo estará pronto.
Quanto à fiscalização dos veículos, a Companhia disse que a quantidade de fiscais é pouca e a maioria é direcionada para fiscalizar os serviços clandestinos de mototáxi e outros transportes piratas, além de auxiliar em blitz que são realizadas constantemente na cidade.
Moradores querem reorganização de horários e itinerários

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