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SELES NAFES

A 10ª Delegacia da Polícia Civil da Fazendinha, distrito de Macapá, foi assaltada no fim da noite desta sexta-feira, 23. Depois de uma encenação, os bandidos renderam uma agente de plantão e levaram duas armas. Por pouco não levaram armamento de grosso calibre.

O roubo ocorreu por volta da meia-noite. Ao que tudo indica, os criminosos estavam monitorando o movimento na delegacia. Quando um dos dois policiais de plantão saiu para jantar, apenas uma agente permaneceu no interior da DP.

Foi nesse momento que um homem alegando ter sido vítima de um crime chegou pedindo ajuda.

“O elemento bateu, fazendo um teatro como se estivesse nervoso. Ele pediu para ela abrir a porta, mas, como ela estava sozinha, disse que não ia abrir. Ele acabou convencendo que a história que ele estava contando era verdadeira. Quando ela abriu a porta e conversaram por alguns instantes chegou um carro com os criminosos”, relatou o delegado Roberto Prata, que está no exercício do comando da Delegacia Geral de Polícia.

A agente foi presa com as próprias algemas. Os dois bandidos ficaram a vontade dentro da delegacia por cerca de 4 minutos dentro da delegacia. Eles arrombaram portas de algumas salas e exigiam que a agente abrisse a sala administração, que fica nos fundos do imóvel. Eles queriam armas longas e de grosso calibre.

“Eles arrombaram algumas salas, e queriam que a agente abrisse a sala administrativa, mas ela disse que não tinha as chaves”, comentou Prata.

Os bandidos fugiram do local num Pálio prateado levando dois revólveres 357, o celular da agente e a carteira dela. Ela não ficou ferida. Outro veículo preto também dava apoio na ação.

Equipes da Polícia Civil e da PM estão neste momento fazendo diligências atrás dos bandidos. Imagens de câmeras de segurança da vizinhança estão sendo analisadas.

O episódio vai representar mudanças nos procedimentos em algumas delegacias, especialmente as mais isoladas, como a de Fazendinha. E também pode apressar medidas de reorganização das delegacias com o objetivo de proteger a vida dos policiais.

De acordo com o delegado Roberto Prata, a Polícia Civil estuda a possibilidade de extinguir as delegacias de bairros e criar novos centros como o do Ciosp do Pacoval, mas isso ainda está sendo analisado. 

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