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ANDRÉ SILVA

O cirurgião plástico Agnelo Rocha Neto foi absolvido em três dos quatro processos que corriam contra ele na Justiça do Amapá. Acusado de imperícia e de provocar um aborto, ele chegou a ser considerado foragido pela polícia do Amapá, mas foi preso na cidade de Castanhal (PA). 

O médico foi denunciado pelo Ministério Público por lesão corporal de natureza dolosa a quatro mulheres em cirurgias ocorridas em 2009. O Portal SELESNAFES.COM conseguiu localizar uma das pacientes, que é empresária. Ela chegou a concordar com a entrevista, mas depois desistiu. 

De acordo com MP, o título de especialização em cirurgia plástica que o médico apresentou à justiça não é reconhecido pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), nem pela Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, assim como pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), uma vez que não constam os carimbos destas instituições nos certificados apresentados por ele.

Agnelo Rocha chegou a ser preso no Pará quando era considerado foragido. Foto: Reprodução

Agnelo Rocha chegou a ser preso no Pará quando era considerado foragido. Foto: Reprodução

Na época, mais onze mulheres chegaram a representar contra o médico, mas o MP denunciou apenas em três casos. As pacientes alegavam deformidades em função das cirurgias. Algumas perderam a aréola do seio, o umbigo, e uma delas alegou ter abortado.

Ainda de acordo com denúncias do MP, uma das pacientes precisou desembolsar mais de R$ 10 mil por uma única cirurgia.

Após diversas denúncias e já com a prisão decretada, o médico foi para o Pará, onde foi preso ao assumir plantão em uma unidade de saúde. Ele teve o registro médico cassado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM).

O advogado de defesa, Cícero Bordalo Júnior, disse que o MP não conseguiu provar o que denunciou.

Advogado Cícero Bordalo: MP não provou o que denunciou

Advogado Cícero Bordalo: MP não provou o que denunciou

“Nós conseguimos confirmar na justiça que o doutor Agnelo não praticou nenhum ato de imperícia, nenhum ato de imprudência ou negligência”, garantiu o advogado.

Sobre o impedimento de exercer a profissão, Bordalo informou que conseguiu reverter essa decisão também na Justiça. Na sentença, o juiz Matias Pires Neto, da  4ª Vara Criminal de Macapá, julgou improcedente a denúncia apresentada pelo MP e considerou o réu inocente de todas as acusações.

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