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LEONARDO MELO

Uma criança de apenas 7 meses picada por uma cobra precisou esperar por 2 horas no Hospital de Emergência de Macapá, na noite desta terça-feira, 27, até receber o soro antiofídico. Os pais chegaram a chamar o Conselho Tutelar por causa da demora.

A criança mora com os pais na comunidade de Francisco Luis, ilha paraense a 45 minutos de barco de Macapá. Segundo o relato da família, o menino estava brincando quando colocou a mão esquerda num buraco no assoalho de madeira da casa. Uma comboia estava embaixo e atacou o menino.  

Imediatamente, os pais embarcaram em direção a Macapá atrás de socorro médico. Ao chegar no HE, por volta das 19h, foram informados que não havia soro no local. Os pais entraram em desespero e o Conselho Tutelar foi acionado.

Conselho Tutelar tenta um novo leito para a criança por causa do calor no HE. Foto: Divulgação

Conselho Tutelar tenta um novo leito para a criança por causa do calor no HE. Foto: Divulgação

Por volta das 21h, o soro foi aplicado pela equipe de plantão. A criança estava bastante inchada por causa do veneno da cobra.

“Não sei onde arrumaram o soro, mas trouxeram. Tinha mais três adultos na mesma situação com picada de cobra. Eu já estava ligando pra um tenente do Exército para pedir uma doação, já que eles têm o antídoto em estoque”, comentou o conselheiro tutelar Márcio Augusto.

O conselheiro disse que vai representar contra o HE no Ministério Público do Estado a respeito da demora no atendimento, mas o objetivo agora é conseguir um leito para a criança em outro hospital.

“Está muito quente, a criança não pode ficar aqui”, terminou.

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