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CÁSSIA LIMA

A Delegacia de Crimes Ambientais (Dema) vai intimar nesta terça-feira, 6, o acusado de matar o cachorro Rat a golpes de terçado na última quinta-feira, 1.

O laudo revelou que o animal teve a coluna vertebral partida em quatro partes pela violência dos golpes. O dono do cachorro registrou boletim de ocorrência na manhã desta segunda, 5, no Ciosp do Pacoval.

Roberto Azevedo, dono do animal, registou boletim de ocorrência nesta segunda, 5, no Ciosp. Fotos: Cássia Lima

Roberto Azevedo, dono do animal, registou boletim de ocorrência nesta segunda, 5, no Ciosp. Fotos: Cássia Lima

“Eu estava a trabalho em Vitória do Jari e minha esposa cuidava do cachorro. Ela me ligou contando do crime e eu fiquei transtornado, porque a gente cuidava dele como um filho e a pessoa faz uma barbaridade”, contou o bombeiro dono do animal, Roberto Azevedo, de 30 anos, Bombeiro.

Cachorro era cuidado como um filho, de acordo com Roberto

Cachorro era cuidado como um filho, de acordo com Roberto

O fato ocorreu na Rua José Leitão, no Bairro Jardim Marco Zero,onde o bombeiro e a esposa moram há 5 anos. Tudo começou quando a criança, filha do vizinho, bateu no animal e ele revidou lhe mordendo no rosto.

De acordo com testemunhas, a criança saiu correndo pra casa e o animal também entrou para o quintal do dono. Horas depois o pai da criança saiu de casa com um terçado em mãos e se escondeu esperando o animal aparecer. Quando Rat saiu de casa novamente, ele foi golpeado por terçadadas.

Animal não resistiu aos ferimentos

Animal não resistiu aos ferimentos. Foto: Victor Hugo

A força usada nos golpes quebrou em 4 partes a coluna do cão que morreu antes mesmo de chegar na clínica veterinária, levado pelo membro da ONG Unidade de Proteção Costelinha (Upac), Victor Hugo.

“O pai se armou com o terçado e se predispôs a ficar escondido, planejou a ação e atacou o animal partindo a coluna do animal. Isso revela um instinto de alguém absurdamente cruel e sem controle”, explicou o delegado da Dema, Sávio Pinto.

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Família da criança deveria ter acionado a polícia e não agido com as próprias mãos, de acordo com delegado

O delegado frisou que o fato já tinha terminado, então o correto era o pai chamar a polícia, pois o filho ficou machucado. Mas a realidade foi outra.

“Se naquele exato momento da mordida os pais vissem a ação do cachorro, eles estariam legitimados, seja com o que fosse a repelir a agressão do animal. Isso a gente chama de Estado de Necessidade, que é quando sacrificamos um bem de menor valor para salvar um bem de maior valor”, destacou Sávio Pinto.

O delegado não quis divulgar o nome do acusado, mas frisou que ele tem um longo histórico policial que consta briga entre vizinhos, ameaças e até violência física contra uma namorada. Ele é mototaxista e deve prestar depoimento apenas na próxima semana.

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Delegado da Dema, Sávio Pinto: acusado tem histórico de violência

“Ele vai responde por crimes ambientais, que é a prática do abuso animal com o resultado de morte. A sociedade pode ficar tranquila porque esse homem que já tem uma índole pré-disposta ao crime vai responder por seus atos”, frisou o delegado.

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