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SELES NAFES

A Justiça decidiu transformar em prisão domiciliar a prisão preventiva da agente da Polícia Civil do Amapá, Iguaciara Castro, de 53 anos, acusada de arquitetar o assalto à 10ª DP do Distrito de Fazendinha, a 13 quilômetros do centro de Macapá. O sobrinho dela, preso pelo mesmo crime, também ganhou o benefício.

A decisão foi do juiz de plantão João Guilherme Lages, o mesmo que determinou a prisão preventiva do grupo a pedido da Polícia Civil durante as investigações.

No total, cinco maiores foram presos e um menor apreendido. A defesa ingressou com recurso alegando que as prisões foram irregulares, e citou o caso de Diego Costa Assunção, sobrinho da agente.

A defesa alegou que Diego Assunção já estava preso irregularmente quando a prisão preventiva dele foi decretada.

Tia e sobrinho ficarão presos em casa. Foto: Arquivo policial

Tia e sobrinho ficarão presos em casa. Foto: Arquivo policial

“Ao decretar a prisão preventiva, não verifiquei elemento concreto que autorizasse naquele momento a concluir que o apresentando (Assunção) já estava preso. Mas isso será objeto de análise do mérito”, comentou o juiz ao conceder parcialmente a liminar.

João Guilherme Lages entendeu que Diego Assunção e a policial Iguaciara Castro possuem bons antecedentes e preenchem os requisitos para a prisão domiciliar, enquanto durar o processo. A agente nega todas as acusações. Ela estava presa no Centro de Custódia do Zerão, destinado a funcionários públicos.

A defesa de João Picanço, o “Foguinho”; Joelmir Costa Santa Rosa e do menor, argumentou que os três haviam se apresentado espontaneamente para serem presos.

Delegados que participaram das investigações concedem entrevista coletiva no dia 28

Delegados que participaram das investigações concedem entrevista coletiva no dia 28

Contudo, o magistrado entendeu que o trio oferece risco à ordem pública, e manteve a prisão preventiva. O portal SELESNAFES.COM não teve informações sobre a situação do 6º acusado, Alex Douglas Ferreira, também preso preventivamente pelo assalto no último dia 28.

Os seis são acusados de assaltar a delegacia de Fazendinha no início da madrugada do dia 24. Segundo as investigações, eles renderam uma agente de plantão (que não era Iguaciara Castro) para roubar armas. 

Os dois revólveres calibre 357 foram recuperados pela Polícia Civil que montou uma força tarefa com três delegados para elucidar o crime. Um das armas chegou a ser vendida por R$ 1,5 mil, e os delegados que investigam o caso disseram que a agente de polícia teria recebido R$ 200 como sua parte no assalto. 

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