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ANDRÉ SILVA

Os lojistas do Centro Comercial de Macapá estão aproveitando o pagamento do 13º do funcionalismo público do Estado para fazer promoções e liberar espaço no estoque. O prazo final para o pagamento do décimo é 20 de dezembro.

Eles não esperavam pelo pagamento do benefício no mês passado, mas ele veio em boa hora. Normalmente, os donos de lojas fazem as compras para o período natalino programando a chegada das mercadorias para os dias 19 e 20 e dezembro.

“Todo o planejamento foi para dezembro, mas, como anteciparam o décimo, estamos tentando vender o que temos esperando que sobre um pouco de dinheiro do pessoal para dezembro. Mas está melhor que há um mês atrás. As vendas estão correspondendo”, explicou o gerente Venilson Brasil, de 42 anos (foto de capa).

Brasil aproveita o período, também, para apostar nas promoções de produtos que já estavam em estoque.

Vendas começam a corresponder, dizem lojistas

Vendas começam a corresponder, dizem lojistas do Centro Comercial

“Tem muita mercadoria aí que dá pra fazer  promoção. Sabemos da situação delicada que o país passa, então se não fizer promoção não vende”, reconhece o lojista.

“Está dando pra fazer promoção em grande parte do estoque e deu uma melhorada nas vendas por conta da saída do décimo terceiro.  Vamos aguardar o estoque novo para o Natal e o que temos no estoque antigo estamos descendo para abrir espaço para as mercadorias novas que vão chegar”, conta o empresário Evandro Portale.

Portale: liberando estoque. Fotos: André Silva

Portale: liberando estoque. Fotos: André Silva

Ele disse que as vendas maiores acontecem depois do dia 15 de dezembro. E explica que início de dezembro ainda não é o melhor período.

Por mais que os lojistas tentem, os clientes ainda evitam gastar. Muitos aproveitam a oportunidade para pagar dívidas outros até arriscam dar uma adiantada nas compras com cautela.

“A gente verifica onde os preços estão melhores para poder comprar se der tudo bem, se não, deixa pra depois. Em relação ao décimo é assim: ajustar as dívidas e colocar tudo em dia, porque a gente não sabe a situação do governo daqui para o futuro. Então o melhor é ter cautela no que fazer  com o dinheiro”, aconselha a funcionária pública, Simone dos Santos, de 45 anos.

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