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DA REDAÇÃO

O governador do Amapá, Waldez Góes (PDT) e o secretário de Segurança Pública do Estado, Ericlaudio Alencar, participaram em Brasília de dois dias de reuniões com governadores e titulares da área de segurança das regiões Norte e Centro-Oeste.

Como resultado das discussões, ocorridas nos dias 17 e 18, foi firmado um termo de compromisso para a integração, colaboração e cooperação no combate à criminalidade.

O presidente Michel Temer e o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes também assinaram o pacto. Estiveram nos dois dias do encontro os governantes dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima, Tocantins e Pará.

Os principais pontos do acordo são o enfrentamento do crime organizado e do narcotráfico transnacional, a redução de homicídios e feminicídios, além da racionalização do sistema penitenciário.

Durante a reunião com o presidente Michel Temer, o governador avaliou que somente a união dos vários entes federativos pode garantir uma política de enfrentamento ao crime que leve tranquilidade para a sociedade.

“Se deixarmos cada estado cuidar do seu problema, será muito difícil. Porque você controla em um estado, mas se não houver política nacional, [o problema] vai estourar em outro. O crime vai migrando e procurando local onde será propício atuar. Tem de haver um plano que enxergue como um todo e estejamos pactuados, como fizemos, para contribuir com a execução desta política”, disse o chefe do executivo amapaense.

Durante os dois dias de discussão, a avaliação dos governadores foi unânime de que a maior causa dos problemas de violência no Brasil estão relacionados com a questão de drogas e armas clandestinas.

Plano econômico combinado com ação ostensiva

Waldez Góes destacou também a necessidade urgente de gerar atividades econômicas nos estados.

“O plano passa por medidas emergenciais já citadas, por um sistema de policiamento e patrulhamento mais ostensivo, mas também terá de contemplar um plano de desenvolvimento econômico. Porque, quando se intervém nessas áreas que possuem relações econômicas ilegais, é preciso oferecer alternativas a um número significativo de pessoas da sociedade que são atraídas por estas organizações criminosas”, lembrou.

Sistema prisional no AP

Mesmo com o Amapá ainda não tendo problemas graves como os vividos recentemente nos presídios do Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte, o governador Waldez acredita que é preciso enfrentar as situações que desgastam o sistema prisional no estado, como a superlotação.

“O Amapá tem problemas de superlotação e de custeio, pois a conta do sistema acaba ficando só para os estados. Temos também problemas com a mão de obra, porque com as limitações orçamentárias, por conta da crise econômica, nos deixaram alguns anos sem concursos públicos. Todos no sistema penitenciário têm nível superior e muitos acabam migrando para outras carreiras. Então, são problemas que precisam ser enfrentados”, pontuou.

Foto destaque: Hugo Barreto (via Secom)

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