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ANDRÉ SILVA

Órgãos da Segurança Pública e Ministério Público (MP) reuniram-se com lideranças de internos do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), e representantes de agentes penitenciários, na manhã desta sexta-feira, 13, na sede do MP. Na pauta, foi debatida a melhoria das condições de ressocialização dos presos e melhores condições de trabalho para os servidores.

A iniciativa da reunião é da Promotoria de Execuções Penais e já acontece há mais de seis meses, segundo o secretário de Segurança Pública, Ericláudio Alencar. Para ele, os encontros têm contribuído para que o Estado tenha o controle do sistema penitenciário.

Ericlaudio

Secretário de Segurança, Ericlaudio Alencar: Reunião com representantes de internos do Iapen é de rotina. Foto: André Silva

Nesses encontros, os líderes de pavilhão expõem as principais dificuldades enfrentadas por eles. Segundo o secretário, essas liderança são escolhida pelos próprios detentos, conforme o respeito que impõem frente aos outros presos.

“Eles reclamam da alimentação, saúde, falta de oportunidade de se ressocializarem com educação e trabalho. Todas as reivindicações dos internos são tratadas nesses encontros”, esclareceu o secretário.

Além dos detentos, os servidores que lidam diariamente com os criminosos também colocam as dificuldades na mesa. Falta de segurança, problemas nas guaritas, falta de segurança das celas, falta de alojamento utilizado para o descanso do agente e maior controle das visitas foram as principais reivindicações levantadas pelos representantes dos agentes penitenciários.

“Foi a primeira vez que participei dessa reunião e anotei todas as reivindicações tanto dos presos como dos funcionários e vamos começar a destravar e resolver tanto para o lado do preso como do funcionário”, pontuou Ericláudio Alencar.

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Encontro entre representantes da Segurança Pública e detentos ocorreu no MP. Foto: arquivo/SELESNAFES

Possível rebelião

Alencar negou os rumores que davam conta de que a reunião seria uma tentativa de negociação com os detentos, para que não haja uma rebelião semelhante as que aconteceram nos presídios do Amazonas e Roraima, mas não descartou que as reuniões ajudam a manter o controle nos ânimos dos presos.

“A negociação do estado com bandido foi que criou o PCC da vida, o comando vermelho. Não se negocia aqui. Nós apenas estamos lutando para dotar eles de seus direitos que são concedidos na constituição, nada mais do que isso”, afirmou.

 Nova Penitenciária

Hoje, o Iapen tem uma população carcerária maior do que poderia suportar. São 2,7 mil internos em uma espaço para abrigar 1,8 mil. O secretário adiantou que R$ 44 milhões já estão disponíveis para a construção de uma nova penitenciária com 1 mil vagas a mais. Ele não disse onde ela será construída, mas garante que será bem longe da sede da capital.

Além da nova penitenciária, estão previstas a construção de novas delegacias, quartéis do Corpo de Bombeiros, tanto na capital como no interior, Ciosp da zona norte e zona oeste de Macapá e a nova sede da Sejusp.

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