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DA REDAÇÃO

Equipes da Guarda Civil Metropolitana de Macapá, do Batalhão Ambiental da Polícia Militar, da Delegacia de Crimes Ambientais (Demam), GTA, e do Ministério Público do Estado realizaram nesta quarta-feira, 18, uma ação de notificação de proprietários de barracos montados em uma área de ressaca no Bairro das Pedrinhas, zona sul da capital.

O lugar fica atrás do Conjunto Barcellos, e foi invadido por famílias que desmataram e derrubaram dezenas de árvores, especialmente buritizeiros.

As áreas de ressaca são partes importantes do sistema natural de escoamento das águas da chuva e também resfriadouros do clima. Por isso, elas são protegidas por lei estadual desde o fim dos anos 1990.

Guarda Civil embaixo recebe cobertura do GTA durante notificações. Fotos: Zenir Souza

Guarda Civil embaixo recebe cobertura do GTA durante notificações. Fotos: Zenir Souza

Há algumas semanas, várias famílias foram notificadas a deixar o local, mas a invasão continuou aumentando. Nesta quarta-feira, as equipes encontraram mais 11 barracos novos.

Um advogado chegou a aparecer no local orientando as famílias. Em muitos barracos, o suposto proprietário nem foi encontrado.

“Eles montam o barracos e deixam alguém tomando conta. Nem é casa, não têm estrutura de uma residência como banheiro. É o crime de esbulho possessório (invasão) com prejuízos ambientais pra toda a sociedade”, definiu o comandante da GCM, Ubiranildo Macedo.

O trabalho de desmonte de barracos em áreas de ressaca vai continuar, avisou o comandante. Entre os vários locais a serem visitados pelas equipes está a invasão da área de ressaca, entre o Marabaixo I e II, na zona oeste de Macapá. 

Invasão cresceu mesmo após as primeiras notificações

Invasão cresceu mesmo após as primeiras notificações

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