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SELES NAFES

Por essa, a advogada Rosely Alencar, de 51 anos, não esperava. Portadora de uma doença degenerativa da coluna, ela foi multada esta semana por agentes da Companhia de Trânsito e Transportes de Macapá (CTMac) por estacionar em vaga exclusiva para deficientes. Detalhe: ela é cadeirante, e possui autorização da própria companhia para utilizar os espaços de acessibilidade.

A situação inusitada ocorreu na segunda-feira, 23, no fim da manhã, quando ela saía de uma agência bancária na Avenida Presidente Vargas, no Centro Comercial. Ele tomou um susto quando se deparou com o auto de infração no vidro dianteiro do veículo.

A assessoria de Comunicação Social da CTMac informou que a advogada terá que recorrer administrativamente para não ser multada, e disse que em casos parecidos motoristas que possuem deficiência costumam esquecer de colocar no painel a autorização para estacionar em vagas para deficientes.

A família da advogada rebate. 

“O carro tem película porque minha mãe tem um problema de pele, mas os agentes nem quiseram olhar no vidro. Se tivessem feito isso teriam visto a permissão no painel. Eles simplesmente multaram e foram embora”, diz indignado o filho da advogada, o empresário Osvaldo Júnior, que também é estudante de direito. 

Local é reservado para cadeirantes. Foto: Osvaldo Júnior

Local é reservado para cadeirantes. Fotos: Osvaldo Júnior

Foi ele quem tirou as fotos da mãe segurando o auto de infração em frente ao banco. Ele conta que ainda tentou localizar a equipe da CTMac nas imediações para argumentar, mas já não havia ninguém.

Rosely Alencar precisa usar cadeira de rodas para poupar a coluna atingida por uma hérnia severa.

“Sempre que ela anda seu estado piora. Temos todos os laudos e a médica disse que ela precisa usar a cadeira”, explica Osvaldo Júnior.

A advogada tem um problema degenerativo na coluna

A advogada tem um problema degenerativo na coluna

Osvaldo Júnior procurou a direção da companhia para reclamar, mas recebeu a informação que terá que seguir todos os trâmites necessários para anular da multa.

“Vamos processar a CTMac. Assim como foi com a minha mãe poderia ter sido com qualquer outra pessoa. As pessoas não respeitam os deficientes”, acrescentou.

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