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SELES NAFES

Em vistoria no Centro de Custódia do Bairro Zerão, zona sul de Macapá, na tarde desta quarta-feira, 11, policiais militares e uma equipe do Ministério Público do Estado descobriram um celular e dois carregadores na cela onde o deputado Moisés Souza (PSC) cumpre pena de 13 anos por peculato/desvio e fraude em licitação.

A iniciativa da revista, executada por volta das 16h, foi da Promotoria de Investigações Criminais (PICC) após denúncia anônima. O informante indicou o local exato onde o aparelho estava escondido na cela 6, onde estão Moisés Souza, o ex-secretário de Finanças da Assembleia, Edmundo Tork, um policial militar e um guarda municipal.

O telefone, um Samung Duos, estava escondido no meio de um livro de matemática que estava em cima de uma cama. O miolo do livro havia sido recortado para comportar o aparelho.

MP afirma que já sabe como o celular entrou e identificou agente prisional

MP afirma que já sabe como o celular entrou e identificou agente prisional

Um policial militar que cumpre pena na mesma cela que o deputado assumiu ser o proprietário do celular, mas a equipe do MP não acreditou na versão.

“Ele assinou uma ficha de confissão, mas nós sabíamos que o telefone não era dele e sabíamos como ele entrou. Contudo, o policial continuou mentindo”, disse a promotora.

Depois da confissão assinada, numa conversa informal com a equipe do MP, ele acabou confessando que assumiu a culpa depois de receber a promessa de vantagens fora da cadeia.

“Ele (policial) vai responder por autoacusação de crime, que é outro ilícito, ou seja, a situação dele vai piorar porque o regime dele será regredido em função dessa transgressão disciplinar. Ele voltou atrás informalmente na sala onde estava eu, um aspirante do Bope e um PM que está a serviço do MP”, revelou a promotora.

Andréa Guedes afirma que o celular pertence ao deputado estadual Moisés Souza, e disse que o agente penitenciário que colocou o aparelho para dentro teria recebido R$ 800 como pagamento.

O aparelho, com dois chips e um carregador, foi encaminhado para perícia no Núcleo de Inteligência do Ministério Público, que pretende analisar as mensagens de texto, incluindo as que foram apagadas.

O advogado Maurício Pereira, que cuida da defesa do deputado Moisés Souza, ainda não havia sido informado oficialmente a respeito da apreensão. 

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