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SELES NAFES

O ex-prefeito de Mazagão, Dilson Borges (PMDB), decidiu quebrar o silêncio sobre as denúncias feitas por seu sucessor quanto salários atrasados, rombo na previdência e até o suposto sumiço da mobília do gabinete. Borges disse que deixou a prefeitura organizada para ser comandada pelo novo prefeito.

“Toda mudança de gestão, quando há rivalidade, falam o que querem, anunciam devassas e dão informações desencontradas”, alfinetou.

Ele admitiu que os salários de novembro não foram pagos, mas lembrou que isso foi a primeira vez que ocorreu em toda a gestão.

“Os recursos não são apenas para salários, existem despesas como manutenção, fornecedores e contratos, é muito complexo. Mazagão não arrecada nem IPTU. Só ficou novembro em aberto. Dezembro é pago em janeiro. Quando os recursos da repatriação caíram na conta (R$ 130 mil), minha senha de prefeito já estava cancelada, e isso é automático com todos os prefeitos do Brasil. Então foram quitadas apenas algumas despesas que já estavam programadas”, comentou o ex-prefeito.

Servidores em protesto por salários atrasados

Servidores em protesto por salários atrasados

Prefeito eleito de Mazagão, João da Silva Costa (PPL): rombo e salários atrasados

Prefeito eleito de Mazagão, João da Silva Costa (PPL): rombo e salários atrasados. Foto: Cássia Lima

Sobre o suposto rombo na previdência municipal mencionado pelo atual prefeito, João Silva da Costa, o Professor Dudão (PPL), que seria de R$ 600 mil, Borges admite que precisou parcelar os repasses em atraso para a Mazagão Prev, instituto que ele mesmo criou durante sua gestão.

“O parcelamento foi uma das saídas que os municípios em todo o Brasil estão adotando. É um processo legal aprovado pela Câmara de Vereadores. Inclusive vários vereadores que estão na gestão atual votaram a favor do parcelamento”, apontou.

Sede da prefeitura de Mazagão inaugurada em julho de 2016

Sede da prefeitura de Mazagão inaugurada em julho de 2016. Foto: André Silva

Dilson Borges diz ter ficado surpreso e indignado com a declaração de Dudão de que a mobília do gabinete do prefeito havia desaparecido.  

“As centrais de ar do gabinete nunca existiram. Até tentei colocar, mas não deu tempo porque teríamos que fazer uma licitação. Como eu poderia levar a mobília? Um absurdo, isso. Ele (Dudão) sabe disso, fez umas três visitas no prédio e sabe”, frisou.

Apesar dos protestos de servidores no fim do mandato e da derrota nas urnas, o prefeito disse ter feito um bom trabalho, e que entregou uma prefeitura preparada para ser governada pelo atual prefeito.

“70% das informações necessárias para a administração estão no portal da transparência da prefeitura, um dos critérios que resultou no reconhecimento do Ministério Público Federal que nos premiou no ano passado como uma das prefeituras mais transparentes do Brasil”, finalizou. 

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