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ANDRÉ SILVA

A Defesa Civil de Macapá ainda não disse quando uma equipe será deslocada até a comunidade ribeirinha do Arquipélago do Bailique, a 180 quilômetros da capital do estado. As áreas de barrancos do local estão desmoronando com a força da maré em dias de cheias e destruindo casas.

Área afetada pelo fenômeno. Fotos: enviada por morador

Área afetada pelo fenômeno. Fotos: enviadas por morador

O chamado de socorro partiu de um morador da Vila Macedônia, que procurou o órgão municipal da capital  e a imprensa local. Com fotos e vídeos, ele mostrou que a comunidade há dois dias vem perdendo casas para a força do rio. As passarelas de madeira teriam desabado e casas ficaram penduradas por uma pequena camada de barro.

“Já enviamos as imagens para o gabinete e imagino que até amanhã uma equipe da prefeitura deve ir para lá”, garantiu o comandante da Guarda Civil Metropolitana de Macapá, Ubiranildo Macedo.

Erosões ocorreram pela última vez em abril de 2016. Foto: Arquivo/SELESNAFES

Erosões ocorreram pela última vez em abril de 2016. Foto: Arquivo/SELESNAFES

Equipes da prefeitura e do Iepa irão se reunir para deliberar ações no município nesta sexta-feira,  6.

Terras caídas

O fenômeno vem sendo estudado pelo pesquisador e geólogo Adimilson Torres, do Iepa. Esse tipo de fenômeno é muito frequente nos rios da Amazônia, segundo geólogo.

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Período chuvoso contribui com avanço do nível dos rios e o consequente desmoronamento

“Esse fenômeno é muito frequente na foz do Rio Madeira e na própria foz do Amazonas. O aumento das chuvas, em consequência  do volume dos rios de canais que alimentam os rios destas localidades, ajudam a acelerar o processo”, explicou o pesquisador.

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