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DA REDAÇÃO

Pela primeira vez, uma campanha de castração de animais de rua se propõe a combater a superpopulação de gatos em Macapá. A iniciativa é de um vereador da capital que decidiu bancar os custos usando o próprio salário.

Ao contrário do que muita gente pensa, os “bichanos”, quando não são tratados corretamente por um dono com vacinas e medicamentos, podem transmitir doenças para o homem como a toxoplasmose, infecção grave que pode atingir o cérebro, pulmões e outros órgãos da pessoa.

“A reprodução de gatos aqui em Macapá está totalmente fora de controle. Estima-se que para cada cachorro existam 6 gatos. Além disso, vamos fazer a campanha primeiro para felinos porque a estrutura logística para gatos é menor do que para cães”, justificou o vereador Victor Hugo (PV), idealizador da campanha.

Para conseguir a castração, interessados precisam ser inscrever no site

Para conseguir a castração, interessados precisam ser inscrever no site

O vereador, que está no primeiro mandato, já havia prometido durante a campanha usar metade do salário para cuidar de animais abandonados ou vítimas de maus-tratos.

Nessa primeira campanha, serão ofertadas 120 castrações. Quem tiver um gato em casa (eles costumam fugir para acasalar), e quiser fazer a castração, precisa entrar no site www.victorhugoap.com.br, onde será possível fazer o cadastro e ler o regulamento da campanha que também arrecadará alimentos para outras ações.

A próxima campanha será destinada a cães. A ideia é fazer as castrações a cada 20 dias.

“Além das ocorrências de ataques a pessoas e da superpopulação de animais de rua, é uma questão de saúde pública”, finalizou o vereador.  

Em novembro de 2016, a Unidade de Proteção Animal resgatou uma gata que era estuprada por presos no Iapen. Foto: Arquivo

Em novembro de 2016, a Unidade de Proteção Animal resgatou uma gata que era estuprada por presos no Iapen. Foto: Arquivo

Em novembro do ano passado, um fato curioso: a Unidade de Proteção Animal Costelinha, ong criada por Victor Hugo, resgatou uma gata que estava sendo estuprada por presos no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen).  

O presídio tem uma superpopulação de gatos. A estimativa da entidade é de que existem mais de 200 felinos sendo criados pelos detentos, com permissão da direção do instituto. O objetivo era controlar a infestação de ratos, mas os gatos se reproduziram acima do esperado. 

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