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DA REDAÇÃO

A Secretaria de Educação do Amapá (Seed) começou a notificar mais de 1,4 mil professores que prestaram concurso público em 2005 e 2012 para o interior do Estado, mas estão trabalhando na capital ou em outros municípios. A intenção da Seed é que os profissionais voltem para os municípios, o que reduziria a necessidade de contratos administrativos.

Ao todo, são 1.407 profissionais. A Seed diz que está seguindo uma recomendação do Ministério Público do Estado.

“O Estado tem mais de 2 mil contratos administrativos que totalizam R$ 80 milhões por ano. Estamos gastando com salários de contratos quando nós temos professores em Macapá e fora da sala de aula, cedidos para vários órgãos. Eles voltarão para a sala de aula. Não temos como manter uma folha de R$ 6 milhões por mês se temos professores concursados para suprir a necessidade”, justifica a secretária adjunta de Gestão de Pessoas da Seed, Nerian Quadros.

Os professores têm 15 dias de prazo, a partir da notificação, para procurar a Seed e apresentar justificativa para continuar no interior. Os processos serão montados e enviados pela Seed para a Procuradoria Geral do Estado (PGE) que emitirá pareceres pela permanência ou não do professor em outros municípios.

Os contratos administrativos venceram no fim do ano passado, mas alguns foram renovados em escolas que estão com o calendário letivo atrasado. A intenção da Seed é ter toda essa situação resolvida antes do dia 4 de março, quando inicia o ano letivo de 2017.

No ano passado, a rede estadual tinha 131 mil alunos matriculados. Com os alunos que se formam, a estimativa é de que sejam 140 mil estudantes em 2017.

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