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GRAZIELA MIRANDA

O desfile das escolas de samba do Amapá neste ano poderá ser realizado no mês de setembro durante a programação do Equinócio da Primavera e não mais no mês de fevereiro, o que acontece tradicionalmente no estado. Esta é uma proposta da Liga das Escolas de Samba do Amapá (Liesap).

De acordo com o presidente da entidade, Vicente Cruz, a proposição se deve por conta da crise no Estado e por algumas escolas de samba ainda não terem iniciado a execução de seus projetos artísticos.

Presidente da Liesap, Vicente Cruz:

Presidente da Liesap, Vicente Cruz: três escolas já apoiam mudança

O presidente também afirma que a proposta ainda não está deliberada, pois ela precisa ser debatida com todas as escolas de samba do Amapá. 

“Se as escolas de samba disserem que não há condições de desfilarem nos dias 25 e 26 de fevereiro, a gente pode fazer em setembro, e essa possibilidade é muito grande. Por conta disso, eu e minha equipe de técnicos temos um projeto formatado para que a gente desloque a data”, afirmou.

Segundo Cruz, a definição está prevista para acontecer até a próxima quinta-feira (5). Ele adiantou que já conversou com as escolas Império do Povo, Império da Zona Norte e Boêmios do Laguinho, que declararam estar a favor da proposta.

“Essas escolas estão a favor. E já tenho uma agenda com as outras. Então, até a próxima quinta-feira espero ter a definição”, declarou.

Dirigentes da Império do Povo e de outras escolas já teriam concordado com a proposta

Dirigentes da Império do Povo e de outras escolas já teriam concordado com a proposta. Fotos: Arquivo/SELESNAFES.COM

Vicente Cruz defende que é melhor que o desfile aconteça em setembro.

“Em setembro teremos a economia aquecida, facilidade e garantia de financiamento, criaríamos um produto novo no mercado de eventos além de termos um período não chuvoso e garantia de público. A gente sempre fazia um carnaval num cenário desfavorável, mas não tinha crise. Agora temos crise, chuva e a concorrência com o carnaval do Rio de Janeiro”, argumentou.

Sobre a opinião contrária do público, o presidente da Liesap acredita que o novo sempre assusta, mas acredita que no cenário de crise deve haver inovação.

“Os maiores inovadores, são as pessoas que já contrariaram certas coisas e os que pensam fora da caixa sempre encontram resistência, como a de muitos tradicionais, mas se não experimentarmos, nunca saberemos os resultados”, disse.

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