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ANDRÉ SILVA

O novo prefeito do município de Mazagão, a 37 quilômetros de Macapá, João da Silva Costa, o Professor Dudão (PPL), tomou posse na noite de domingo, 1º, em uma solenidade na Câmara dos Vereadores do município, feliz e preocupado. O ex-prefeito, Dilson Borges (PMDB), que não participou da solenidade, teria deixado um rombo que pode chegar até R$ 3 milhões, além de ter levado até a mobília na residência oficial.

Professor Dudão, 44 anos, nasceu em Mazagão, a 32 quilômetros de Macapá. Ele foi eleito com mais de 6 mil votos. O novo gestor disse que o município está quase quebrado e que já pensou até em decretar estado de calamidade pública.

Nova equipe de governo em Mazagão terá muitas dificuldades

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Disse também que a transição aconteceu somente na teoria. Dilson Borges teria desaparecido da cidade.

“Ele ficou de passar um relatório das secretarias, mas não passou nada. Depois que perdeu não apareceu mais. Levou todo o material de escritório de lá, alegando que era particular”, denunciou o prefeito eleito.

Ele conta que ficaram algumas pendências, como o pagamento de contratos administrativos da saúde e da educação, sendo na saúde um mês e na educação dois meses, mesmo tendo recebido os repasse do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) em dia. Os dois meses somados chegam a quase R$ 2 milhões. Esse dinheiro sumiu da conta, segundo o prefeito.

“Os repasses de novembro e dezembro foram bons. O ex-prefeito não foi levar os números das contas com os saldos, nós que tivemos que ir ao Banco do Brasil fazer isso”, queixou-se Professor Dudão.

Servidores protestam contra salários atrasados deixados por Dilson Borges

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Outro rombo que Dilson Borges teria deixado foi o do fundo de aposentadoria dos servidores, o Mazagão Prev, criado há um ano e meio. Desde que foi criado nenhum repasse foi feito, mas os valores eram descontados dos funcionários. Neste caso, ele deixou de repassar R$ 600 mil .

“Com o dinheiro da repatriação, ele transferiu R$ 130 mil.  Em uma sessão extraordinária na Câmara de Vereadores na calada da noite antes do fim do ano, onde ele foi autorizado a parcelar em  60 vezes de R$ 10 mil”, disse o prefeito eleito.

Para resolver a questão dos salários atrasados, o prefeito disse que vai convocar uma reunião com os funcionários e sugerir o parcelamento do mês de novembro e dezembro em 12 vezes e pagar integralmente o salário de janeiro.

Disse também que irá conversar com fornecedores para comprar materiais de expediente para colocar a prefeitura para funcionar.

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