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DA REDAÇÃO

Um protesto criativo e silencioso de alunos da Escola Tiradentes, em Macapá, teve grande repercussão nas redes sociais. Os estudantes postaram fotos segurando cartazes em diferentes pontos da escola que eles dizem terem sido abandonados pelo poder público. Em menos de 24h, a postagem alcançou a marca de 2,8 mil compartilhamentos, além de centenas de comentários.

É um protesto contra a implantação do ensino em tempo integral na escola. Não é de hoje que a comunidade escolar do Tiradentes, um dos centros de ensino mais tradicionais de Macapá, vêm reclamando da infraestrutura do colégio que não seria capaz de receber alunos em tempo integral.

Na semana passada, professores e alunos se reuniram com uma equipe da Secretaria de Educação do Amapá (Seed) que anunciou obras de recuperação da parte elétrica, sanitários e outros espaços do colégio.

Protesto alcançou mais de 2,8 mil compartilhamentos

Protesto alcançou mais de 2,8 mil compartilhamentos

 

No entanto, mas o grêmio estudantil do Tiradentes criticou os trabalhos que já começaram.

“Isso não é reforma, são gambiarras dentro da escola. Não somos contra o ensino em tempo integral, aliás, nós queremos, mas não desse jeito com a escola sem condições”, disse o presidente do grêmio, Eduardo Duarte.

O estudante, que está no 2º ano do ensino médio, diz que não esperava o tamanho da repercussão do protesto nas redes sociais.

A secretária de Educação do Amapá, Goreth Souza, falou a respeito do assunto. Ela reconheceu que as escolas precisam de manutenção, mas  adiantou que o estado vai investir em 2017 mais de R$ 9 milhões na manutenção predial dos colégios.

Para a secretária, muitos alunos estão sendo encorajados por professores que não querem trabalhar com o ensino integral, ao contrário de mais de 1 mil profissionais que se inscreveram para lecionar em 8 escolas selecionadas para receber o ensino integral este ano. A entrevista completa da secretária será postada ainda nesta quarta-feira, 11. 

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