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ANDRÉ SILVA

O Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) confirmou neste sábado, 25, o registro de 3 casos de tuberculose entre detentos com um óbito. O “paciente zero” (fonte do surto) apresentou sintomas avançados no dia 26 de janeiro e veio a morrer no mesmo dia. Mais 4 pessoas estão apresentando os sintomas e já iniciaram o tratamento, apesar de ainda não serem considerados oficialmente novos casos.

Funcionários do instituto estão preocupados com o que eles acreditam ser um surto da doença. Eles têm relatado a preocupação em grupos de Whatsapp onde divulgaram várias fotos de pessoas usando máscaras.

O coordenador de tratamento penal, José Antônio, informou que assim que teve conhecimento do primeiro caso, que apresentava os sintomas já avançados, tomou todas as providências para a realização dos exames, mas antes que ficassem pronto, o detento faleceu.

Ele havia dado entrada no Iapen em dezembro do ano passado e não teria relatado que estava com a doença ou em tratamento.

“Só depois da morte dele foi que a família disse que ele já havia tentado a cura da doença, mas sempre interrompia o tratamento”, esclareceu o coordenador.

Coordenação garantiu que casos estão controlados

Coordenação garantiu que casos estão controlados

Ele explicou que os próprios funcionários pediram para usar as máscaras, e esclareceu que a doença só é transmitida por meio da secreção de pessoas contaminadas, como espirros, e garantiu que os casos estão controlados.

“Ele foi passando por alguns pavilhões e por onde ele passou encontramos pessoas que apresentavam os sintomas da doença. As isolamos dos demais detentos e começamos o tratamento”, explicou José Antônio.

Duas pessoas que estão com o bacilo confirmado já iniciaram tratamento, assim como os 4 detentos que estão apresentando os sintomas da doença.

O Laboratório Central do Estado (Lacen) está ajudando a realizar os testes e a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) já se comprometeu a realizar os testes nos outros detentos do instituto.

Tuberculose

Segundo o Ministério da Saúde, quando uma pessoa contaminada com o bacilo fala ou espirra, ela expele gotículas contaminadas com o bacilo. A pessoa que estiver próxima, ao respirar, pode inspirar o bacilo para o pulmão.

* Foto de capa fornecida por agentes

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