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SELES NAFES

A arma que matou o agente de portaria Fernando da Silva e Silva, de 26 anos, com um tiro na cabeça, pertence à Polícia Militar do Amapá. Trata-se de uma pistola Ponto 40. A confirmação foi dada nesta terça-feira, 21, pelo delegado que investiga o caso, Ronaldo Coelho. Ele afirmou que todos os envolvidos estavam alcoolizados.

O delegado já tomou o depoimento do oficial acusado do crime, o tenente Dilermano Carmo da Luz, que se apresentou na noite da última segunda-feira, 20.

“Ele alega que este grupo de rapazes estava se desentendendo e ele interferiu para acabar com a discussão, e diz que foi agredido fisicamente com tapas e socos. Ele diz que não conhecia a vítima e que não atirou para acertar”, relatou o delegado.

PM era instrutor de tiro no Centro de Formação da PM. Foto: reprodução/Facebook

PM era instrutor de tiro no Centro de Formação da PM. Foto: reprodução/Facebook

Testemunhas já ouvidas dizem o contrário, que na verdade a confusão teria ocorrido entre o policial e seus próprios colegas com quem estava bebendo.

Em depoimento, o tenente Dilermano confessou que estava amanhecido, e que já teria estado em outro mercantil “24h”.

“Ele disse que era fim de farra. Todos estavam bebendo, o que matou e o que morreu. O que morreu também tinha virado a noite. Todos estavam bêbados”, acrescentou Ronaldo Coelho.

Momento da discussão entre o agente de portaria e o tenente

Momento da discussão entre o agente de portaria e o tenente: versões diferentes

O oficial não será mais ouvido no inquérito policial que apura o caso. A partir de agora, a Polícia Civil tem 10 dias para enviar o inquérito ao Ministério Público do Estado que solicitou a prisão preventiva do oficial.

Até agora, o delegado ouviu duas testemunhas, e outras três devem prestar depoimento nos próximos dias.

O oficial foi levado para o Centro de Custódia do Bairro Zerão, na zona sul de Macapá. 

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