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De Santana, FERNANDO SANTOS

No segundo município mais populoso do estado, técnicos da Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Semasc) conversaram com 28 carapirás, pessoas que que sustentam suas famílias, diretamente com o que encontram na lixeira pública de Santana, localizada na Rodovia Duca Serra, mas esse número pode ser maior.

Mulheres e homens passam horas catando os restos de resíduos e materiais para que se consigam faturar alguma coisa. Até comida é retirada do local.

Entre os materiais mais procurados estão garrafas, sacolas plásticas, alumínio e cobre.

“Dá pra fazer uns R$ 50 a R$ 100 por semana. Tenho levado a vida assim”, disse Maria de Nazaré Moraes, que sustenta a família com essa atividade há 14 anos.

Técnicos da prefeitura conversam com carapirás. Foto: PMS

Técnicos da prefeitura conversam com carapirás. Foto: PMS/Divulgação

 

A intenção da visita de técnicos da Semasc à lixeira pública foi de fazer um panorama das pessoas que vivem nesse contexto de extrema pobreza e vulnerabilidade social. A secretaria pretende buscar soluções para evitar que essas pessoas continuem vivendo dessa forma, inserindo-as ao mercado de trabalho.

“A meta é que quando identificada alguma situação de risco, essas pessoas recebam a visita de um profissional da área da assistência social para diagnóstico e análise de medidas necessárias”, orientou a secretaria de assistência social, Diana Castelo.

A coordenadora de Políticas para Mulheres, Tina Sanches, identificou que cerca de 15% das mulheres entrevistadas não são inseridas em nenhum programa social.

Vinte e oito famílias de carapirás sobrevivem do lixo

Vinte e oito famílias de carapirás sobrevivem do lixo

“Entendemos que a falta de oportunidade também é uma forma de violência, por isso estamos pensando em políticas que incluam estas profissionais nos nossos programas de capacitação. A ideia é oferecer a elas, através da educação, mais oportunidades, numa eventual disputa por um emprego”, concluiu Tina Sanches.

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