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DA REDAÇÃO

A Polícia Federal deflagrou em quatro estados nesta quarta-feira, 8, a Operação “Crisol”, que investiga um dos maiores esquemas de comercialização e transporte de ouro ilegal da Amazônia. No Amapá, foram cumpridos mandados nas cidades de Macapá e Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa.

O nome da operação é uma alusão ao instrumento utilizado na fundição de metais preciosos. De acordo com a PF, o principal alvo das investigações é uma grande empresa do ramo de distribuição de valores mobiliários.

Porções de ouro apreendidas pelos policiais

Porções de ouro e ouros minerais apreendidas pelos policiais no Amapá. Dinheiro na foto acima também foi apreendido em Macapá

As investigações apontaram que o ouro extraído de garimpos ilegais era transportado de avião para São Paulo pela organização criminosa que atua em São Paulo, Mato Grosso, Pará e Amapá.

O esquema estaria movimentando 180 quilos de ouro por semana, o equivalente a R$ 27 milhões. A PF confirmou que foram apreendidos 70 quilos de ouro a caminho de São Paulo.

Ouro e dinheiro apreendidos nesta manhã no Estado do Mato Grosso. Fotos: PF/Divugação

Ouro e dinheiro apreendidos nesta manhã no Estado do Mato Grosso. Fotos: PF/Divugação

Um agente da própria Polícia Federal, supostamente encarregado de atrapalhar as investigações, foi alvo de um dos mandados. A PF não informou se ele foi preso.

Os crimes investigados são: contrabando, lavagem de dinheiro, usurpação de matéria-prima da União e organização criminosa.

Foram expedidos 47 mandados. Desse total, seis são prisões temporárias (5 dias), 13 conduções coercitivas e 28 mandados de busca, nas cidades de Macapá, Oiapoque, São Paulo e Itaituba (PA).

Os bens da empresa investigada foram bloqueados até o valor de R$ 100 milhões de reais, e ela teve as atividades suspensas. Os investigados também estão com as contas e bens bloqueados.

Foto de capa: PF/Mato Grosso

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