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DA REDAÇÃO
O senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) criticou a paralisação da extração de minério de ferro no Amapá pela Zamin Mineração, e denunciou o que chamou de “conluio” de mineradoras.
A Zamin e a Anglo Ferrous são britânicas.  Entre 2009 e 2013, a Anglo tinha os direitos de lavra e transporte de minério de ferro, mas repassou para a Zamin, dando início a uma crise sem precedentes no setor, e que já quebrou várias empresas prestadoras de serviço.
“Há fortíssimas evidências de que este processo de transferência foi fraudulento. Tudo não passou de um jogo de cartas marcadas, pelo qual a Anglo se livraria do ônus preservando a ‘boa imagem’ no mercado internacional, repassando de má-fé os ativos para uma empresa testa-de-ferro assumir o desmonte”, atacou.
Randolfe em discurso transmitido ao vivo: empresa testa de ferro. Fotos: ascom

Randolfe em discurso transmitido ao vivo: empresa testa de ferro. Fotos: ascom

Segundo Randolfe Rodrigues, mais de 3 mil empregos diretos e indiretos foram fechados nos últimos anos, com empresas acumulando milhões de reais em dívidas trabalhistas.
O senador foi ainda mais longe, e responsabilizou as duas empresas pelo acidente que matou seis operários em março de 2013, destruindo completamente a infraestrutura de escoamento do minério. O porto, que foi construído pela Icomi, nunca foi reerguido. O acidente teria sido provocado por falhas e negligência das empresas. 
Acidente ocorrido no dia 28 de março matou 6 operários. Foto: arquivo

Acidente ocorrido no dia 28 de março matou 6 operários. Foto: arquivo

A transferência dos ativos da Anglo para a Zamin é fruto de investigação dos ministérios públicos Federal, Estadual e do Trabalho. Além disso, Randolfe informou que tenta uma audiência na embaixada do Reino Unido para solicitar intervenção do governo local sobre as atividades das empresas, e que fará uma denúncia à Câmara de Comércio Internacional.
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