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De Saint Georges, HUMBERTO BAÍA

Centenas de guianenses fazem desde o início da tarde desta segunda-feira, 27, uma grande manifestação na cidade de Saint Georges, na fronteira francesa com o Brasil. Brasileiros que residem na Guiana Francesa também se juntaram ao movimento dos 500 Irmãos.

Na semana passado, o movimento deflagrou greve geral em toda a Guiana Francesa num protesto por mais investimentos em segurança pública e educação.

“Nós que moramos aqui temos que participar. Os brasileiros que vieram estudar e trabalhar tem que apoiar, não importa a nacionalidade”, disse durante o protesto uma brasileira que mora na Guiana e se identificou apenas como Rosiane.

“Nós formamos a Guiana. Esse movimento é pra nossa segurança, para nossos filhos”, acrescentou a amiga Jonailde, que também preferiu se identificar apenas pelo primeiro nome.

500 Irmãos se vestem de preto e usam capuz. Fotos: Humberto Baía

500 Irmãos se vestem de preto e usam capuz. Fotos: Humberto Baía

Jonailde e Rosane: brasileiros têm que apoiar

Jonailde e Rosane: brasileiros têm que apoiar

Marcha dos 500 Irmãos pelas ruas de Saint Georges

Marcha dos 500 Irmãos pelas ruas de Saint Georges

A marcha dos 500 Irmãos, movimento popular que lidera os protestos em todo o departamento francês, começou por volta do meio-dia, e até às 18h30min continuava ocorrendo nas ruas de Saint Georges, que fica de frente para a cidade de Oiapoque. As duas comunidades são separadas pelo Rio Oiapoque.

“Vamos continuar até que o governo francês mande o primeiro ministro”, avisou Jean Benoá, líder dos 500 Irmãos em Saint Georges.

O protesto é pacífico. Entidades civis organizadas em Oiapoque também participam do ato acrescentando pautas locais.

Manifestante com a bandeira da Guiana

Manifestantes com a bandeira da Guiana

Miranda Guedes. Joacy Rabelo (Associação Comercial). Genivaldo Marvulli (OAB) aderem ao movimento

Miranda Guedes. Joacy Rabelo (Associação Comercial). Genivaldo Marvulli (OAB) aderem ao movimento

“Como é que se inaugura uma ponte se do lado brasileiro não tem barreira? Queremos que seja recíproco. Se continuar desse jeito vamos nos unir. Eles (guianenses) têm interesse que os brasileiros entrem para aquecer o comércio deles”, criticou Jaci Rabelo, diretor da Associação Comercial de Oiapoque.

Selfie do repórter Humberto Baía acompanhando a manifestação

Selfie do repórter Humberto Baía acompanhando a manifestação

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