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por WASHINGTON PICANÇO, advogado

Quem nunca se esqueceu de alguma coisa importante ou não conseguiu se lembrar daquele dia marcante? Pois é mais normal do que parece… Afinal, a nossa história é feita do recorte de diversos fatos que, muitas vezes, fogem à memória.

Com o movimento estudantil não é diferente. São muitos detalhes que nos escapam, e se não bastasse, na trajetória dos estudantes brasileiros ainda apareceu a tirania de uma ditadura que fez de tudo para apagar essa memória.

Por isso, o mês de março é simbólico para o movimento estudantil, quando acontece a já tradicional Jornada Nacional de Lutas. Esse é o período em que os estudantes brasileiros realizam atos e manifestações por todo país, culminando no dia 28, em homenagem a duas figuras marcantes para a juventude brasileira.

1968: corpo de Edson Luís é velado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro em meio a protestos

1968: corpo de Edson Luís é velado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro em meio a protestos

Uma delas é o estudante secundarista Edson Luís, assassinado com uma bala no peito disparada por militares durante repressão a um protesto no restaurante universitário Calabouço, no Rio de Janeiro, em 1968. Edson Luís reivindicava preços mais justos para a alimentação dos estudantes.

A Jornada Nacional de Lutas lembra ainda a data de nascimento (em 1947) de uma das principais lideranças estudantis da história brasileira: o ex-presidente da UNE, Honestino Guimarães, preso, torturado e assassinado pela ditadura militar no Rio de Janeiro.

Honestino, com seus anseios em mudar o Brasil e o mundo, continua um símbolo vivo para diversas gerações.

Edson Luís, símbolo do tradicional calendário dos estudantes, segue vivo na memória da estudantada que caminha na vanguarda da resistência, em defesa dos direitos humanos e de todo povo brasileiro.

Cada conquista leva um pouco do seu nome. 

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